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Preço de material escolar varia até 233% em SP, diz Procon
A diferença de preço do material
escolar em São Paulo pode chegar a 233%, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP,
divulgada nesta segunda-feira. Na comparação entre menor e maior valor, o
levantamento apontou ainda que dos 181 itens considerados, 24 (13,26% do total)
tiveram diferença de preço de 100% ou mais.
Por outro lado, 109 itens (60,22% do total) tiveram diferença de preço abaixo de
50% e 48 itens (26,52% do total) tiveram diferença de preço entre 50 e 100%.
A maior diferença de preço foi verificada para o lápis preto número 2, da Faber
Castell, que oscilou entre R$ 1 e R$ 0,30 --variação de 233%. O giz de cera
aparece em seguida, com 220% de variação, cotado entre R$ 2,40 e R$ 0,75.
Conforme o Procon-SP, a pesquisa tem o objetivo de fornecer ao consumidor uma
amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar e de alertar para a
necessidade de pesquisar antes da compra.
"Os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento
para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções. Por isso,
o consumidor deve fazer uma pesquisa em vários estabelecimentos, negociar
descontos e prazos para pagamento. A compra em conjunto pode facilitar as
negociações", apontam os técnicos da entidade.
Como forma de economizar, o Procon-SP também orienta aproveitar materiais já
utilizados no ano anterior, "que estejam em boas condições de uso", e incentiva
a troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes.
Fipe
O preço do material escolar pesou também no IPC (Índice de Preços ao
Consumidor), pesquisado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas)
no município de São Paulo.
Segundo divulgou a entidade hoje, o índice geral teve alta de 0,23% na segunda
apuração deste mês (30 dias até o dia 15 de janeiro), acima de 0,18% na primeira
leitura deste mês. Os preços na categoria Educação subiram 2,58%, contra 1,05%
na semana anterior. O movimento reflete o início do período de compras de
materiais escolares.
Os preços caíram nas categorias Alimentação (0,23%) e Transporte (0,08%). Os
demais grupos registraram elevação: Habitação (0,25%), Despesas Pessoais
(0,80%), Saúde (0,09%) e Vestuário (0,11%).
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