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Bolsa restituível e Fies são melhores opções de financiamento
RAFAEL SAMPAIO
Muitas universidades oferecem bolsas restituíveis, que funcionam como um
financiamento sem juros --o reajuste é o mesmo dado na mensalidade.
"Essa é a melhor opção para quem não obteve desconto nem [conseguiu uma bolsa
concedida pelo governo federal por meio do] ProUni", diz Célia Forghieri,
responsável pelas bolsas da PUC-SP.
O financiamento pelas escolas varia de 20% a 100% da mensalidade, e o estudante
costuma ter o dobro de tempo do curso para pagar.
Quase todas essas bolsas na PUC-SP são de 50%, diz Célia. "Aqui, depois de
formado, o aluno recebe um ano de carência com relação ao valor que sobrou. Ele
só vai pagar de novo no segundo ano."
As inscrições para o benefício, em geral, ocorrem no fim do semestre.
O Ibmec (www.ibmecsp.edu.br), como outras escolas, faz sua seleção com base na
renda: os calouros devem ter rendimento de até oito salários por pessoa da
família, e a bolsa chega a 80% da mensalidade.
"Na FGV, costumamos dizer que o aluno que se forma paga o curso do que está
entrando, tamanho é o número de bolsas oferecidas", afirma Ronaldo Toniete,
coordenador financeiro da escola de economia da instituição.
Murilo Rodrigues, 28, que se formou em administração de empresas pela FGV em
2005, foi um dos beneficiados. "É uma aposta: você está investindo no futuro.
Não é fácil para alguém em início de carreira pagar o financiamento, mas eu
consegui." Hoje, Murilo trabalha na multinacional IQPC, que organiza
conferências empresariais e possui escritórios em Berlim, Londres e Madri.
Para quem não conseguiu bolsa da universidade nem do ProUni, a dica de Hermes
Figueiredo, do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos
de Ensino Superior no Estado de São Paulo), é investir no Fies -um programa de
financiamento estudantil do Ministério da Educação em convênio com a Caixa
Econômica Federal. "Os juros são mais baixos do que nos bancos", afirma.
Tanto egressos de escola pública como de particular podem se candidatar para o
Fies, que financia até 100% da mensalidade do curso. Basta estar matriculado
numa graduação que tenha obtido conceito igual ou maior a três no Enade e que
tenha aderido ao programa.
Para se inscrever, o candidato deve preencher uma ficha no site www3.caixa.gov.br/fies,
imprimi-la em duas vias e entregar na sua universidade. "Como o atual processo
seletivo ainda está em curso, não existe data prevista para novas inscrições",
diz Rúbia Baptista, assessora do MEC.
Para concorrer, é necessário ter fiador com comprovação de renda de no mínimo o
dobro do valor da mensalidade. "Outra possibilidade é a fiança solidária: grupos
de três a cinco candidatos matriculados na mesma escola se associam. Eles
tornam-se fiadores entre si e não é preciso comprovar renda", afirma Rúbia.
A taxa de juros do programa é fixa, de 3,5% ao ano, para os cursos de
licenciatura, pedagogia, normal superior e tecnológicos, e de 6,5% para os
demais. |
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