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Educação faz custo de vida em SP subir em janeiro, aponta Dieese
 

O ICV (Índice do Custo de Vida) no município de São Paulo apresentou alta de 0,69% em janeiro, ficando 0,59 ponto percentual (pp.) acima da taxa de dezembro (0,10%), segundo cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A alta foi determinada pelos maiores preços do grupo Educação. Nos últimos 12 meses, o ICV acumula alta de 5,90%.

O aumento nas despesas com Educação e Leitura (5,76%) resultou em maior impacto na inflação do mês, respondendo por 0,44 pp. A Alimentação, que em dezembro havia recuado 0,20%, voltou a subir (0,51%) e contribuiu com 0,14 pp para a taxa de janeiro

Entre os gastos com Habitação (0,29%), a maior taxa ocorreu no subgrupo locação, impostos e condomínio (0,91%), consequência do aumento nos aluguéis (1,95%). Nos grupos Despesas Pessoais (1,09%) e Equipamento Doméstico (0,68%), as altas foram puxadas, respectivamente, por produtos e serviços de higiene e beleza (1,84%) e eletrodomésticos (1,21%).

A queda no Vestuário (-0,74%) ocorreu devido às liquidações das roupas (-1,41%), uma vez que, os calçados (0,25%) apresentaram pequena elevação em seus valores.

Estrato de renda

Além do índice geral, o Dieese calcula ainda mais três indicadores de inflação segundo estratos da renda das famílias paulistanas.

No estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média de R$ 377,49), a inflação subiu 0,35%. Para o estrato 2 (renda média de R$ 934,17), a taxa chegou a 0,45%, e para o 3º estrato (renda média R$ 2.792,90), a taxa foi de 0,88%.
 

 

 

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