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Veteranos respondem por lesão corporal
após trote com fezes em Leme (SP)
Dois veteranos de medicina veterinária da
universidade Anhanguera vão ter de responder por lesão
corporal dolosa (quando há intenção de ferir) e
constrangimento ilegal em razão de um trote violento
realizado em Leme (SP) na semana passada. Essa foi a
conclusão do termo circunstanciado relatado pela Polícia
Civil da cidade.

No dia 9 de fevereiro, calouros tiveram de rolar em uma
lona com fezes, esterco e restos de animais em
decomposição. O estudante Bruno César Ferreira, 21,
sofreu agressões e humilhações após passar pelo castigo
escatológico. Ele chegou a ficar entre três e cinco
horas hospitalizado.
De acordo com o delegado do 1º DP de Leme e responsável
pelo caso, Fernando Teixeira Bravo, as agressões contra
o calouro aconteceram após o trote da lona, com um alto
consumo de bebidas alcoólicas.
"Os veteranos amarraram o estudante em um poste e, por
isso, foi incluído também o crime de constrangimento
ilegal", diz o delegado.
Os veteranos, que não tiveram os nomes divulgados pela
polícia, negaram as acusações em depoimento. Eles dizem
que amarraram o calouro em um poste porque ele estava
"muito violento".
As penas variam de três a um ano de reclusão para cada
um dos dois crimes ou multa.
Foram ouvidas cerca de 15 testemunhas, entre vizinhos da
universidade, comerciantes e estudantes. "Foi um trote
absurdo e de extremo mau gosto", afirma o delegado.
A universidade Anhanguera, por meio de sua assessoria de
imprensa, diz que só vai se manifestar após a conclusão
da sindicância aberta um dia depois do trote.
Em nota oficial divulgada na semana passada, a
Anhanguera diz ser "totalmente contra o trote violento"
e que "irá tomar as medidas cabíveis". A sindicância
deve ser concluída na próxima semana e, caso seja
comprovado o envolvimento dos veteranos, eles podem ser
punidos com penas que vão de suspensão até expulsão.
A polícia não soube informar também quem são os
advogados dos alunos.
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