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Universidade de Londrina faz operação
antitrote, mas calouros são até pisoteados
A UEL (Universidade Estadual de Londrina, PR) preparou
todo um esquema para evitar trotes violentos no início
do ano letivo, incluindo o uso de 215 câmeras de
vigilância e a atuação de 140 vigilantes pelo campus.
Nada disso adiantou e agressões contra calouros
aconteceram fora do campus da universidade.
O caso mais grave ocorreu no curso de agronomia, onde
foram registradas ontem cenas de alunos sendo obrigados
a ficar deitados em uma rua de terra e a ser pisoteados
por veteranos. Outros calouros também foram agredidos
com ovos.
A reitoria da UEL também identificou trotes violentos
contra calouros dos cursos de psicologia, veterinária e
direito. Mesmo ocorrendo fora do campus, o reitor Wilmar
Marçal disse que irá acionar o diretores de centros para
identificar os responsáveis. A UEL tem imagens dessas
agressões.
Marçal fez um apelo aos calouros que se sentiram
humilhados ou constrangidos pelos trotes para que façam
um boletim na Polícia Civil. ''Com o boletim teremos
amparo legal para duras medidas contra os infratores'',
disse.
A UEL havia se preparado para o início do ano letivo com
reuniões com diretores de centro e alunos dos CAs
(Centro Acadêmicos) para evitar os trotes abusivos. O
objetivo era evitar constrangimento como o ocorrido no
final do ano letivo passado, quando formandos de
medicina foram flagrados soltando rojões e com bebidas
alcoólicas no saguão do HU (Hospital Universitário).
Na época, o reitor, com apoio do Conselho Universitário,
suspendeu a formatura de 14 alunos identificados por
câmeras de segurança. Os alunos, porém, se formaram após
decisão favorável da Justiça.
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