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Apenas
1% das universidades obtém conceito máximo do MEC
Apenas 21 entre as 2 mil instituições de ensino superior
avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC)
obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos da
Instituição (IGC). O indicador, que foi divulgado pela
primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades
e universidades, levando em consideração a qualidade dos
cursos de graduação e pós-graduação. De acordo com a
pontuação, as instituições são classificadas em faixas
que vão de 1 a 5.
Entre as universidades com a maior avaliação (IGC 5), 11
são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com
a Escola Brasileira de Administração Pública e de
Empresas (Ebape), do Rio de Janeiro, que é particular. O
Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é federal,
ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de
Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), estadual. Em
último lugar no ranking (com IGC 1), está a Faculdade de
Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA), que é
privada.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o
IGC foi criado para subsidiar o trabalho das comissões
que fazem as avaliações in loco nas instituições. Se a
visita confirmar as condições inadequadas da oferta de
ensino nas instituições que obtiveram IGC 1 e 2, elas
podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento.
"Dependendo da gravidade da situação, ela pode ter o
número de vagas reduzidos nos cursos deficientes, a
suspensão temporária ou definitiva do processo seletivo
e, em último caso, o descredenciamento da instituição",
explicou.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando,
ressaltou que as medidas de saneamento só são aplicadas
se a visita in loco confirmar o IGC 1 ou 2.
"Independente dos aspectos de regulação, o IGC tem uma
função fundamental que é orientar o público sobre a
qualidade do ensino oferecido em cada instituição",
ponderou.
Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram
IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituições
ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o
que representa quase 30% do universo de entidades
avaliadas.
Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não
houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no
Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A
nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito
Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do
IGC. O CPC também leva em conta as chamadas "variáveis
de insumo", que consideram corpo docente, a
infraestrutura e o programa pedagógico.
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