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Heróis viram professores em programa da prefeitura do
Rio
Transformar a comunidade numa extensão do espaço escolar
e unir a vizinhança para afastar as mazelas da região. É
esse o objetivo do Bairro Educador, programa já em curso
da Secretaria Municipal de Educação apresentado ontem no
Colégio Henrique Fóreis, na Fazendinha, em Inhaúma. Ao
todo, 2.250 educadores comunitários, especializados em
14 tipos de oficinas, estão sendo contratados para
trabalhar com os 108 mil alunos das 150 Escolas da
Amanhã, localizadas em áreas de risco.
Os voluntários receberão entre R$ 60 e R$ 300 para
ensinar o que sabem nos contraturnos, ou seja, quem
estuda de manhã tem atividade à tarde e vice-versa. O
Bairro Educador reunirá atividades de dança, locução, DJ,
recreação, xadrez, teatro, futebol de campo e de salão,
informática, letramento, matemática (reforço), canto,
capoeira e culinária.
"Nossa intenção é mostrar que, apesar de coisas ruins,
os bairros têm seus heróis: músicos, atletas,
recreadores, atores. É com esses exemplos que vocês
devem conviver e se inspirar para alcançar sucesso na
vida", discursou a secretária Cláudia Costin.
Depois de pular corda e elástico com as crianças,
Cláudia conheceu diversos projetos já desenvolvidos na
Henrique Fóreis. A recreadora Vanessa Amoroso, 29, por
exemplo, ensina a criançada a transformar sucata em
brinquedos e bijuterias. "Caixas de achocolatados, por
exemplo, podem virar carrinhos ou trens. Garrafas PET
dão ótimos bonecos, e folhas coloridas, flores. Palitos
de picolé são usados para fazer porta-joias", comentou,
na ponta da língua, Emíle Alvareno, 10, aluna do 4º ano.
Diretora já colhe bons resultados nas turmas A diretora
da Henrique Fóreis, Regina Correia, disse que os
estudantes estão mais alegres, motivados e com melhor
rendimento escolar. "As atividades valorizam mais a
educação e trazem bem-estar para as crianças", afirmou.
Era comum ver, nos arredores, homens do tráfico com
armas, o que assustava os alunos.
"Procuramos explorar conhecimentos específicos em cada
região. Na Favela da Maré, por exemplo, nós encontramos
ótimas bailarinas. Elas foram contratadas para dar
aulas. No Alemão, há muita gente com dom para locução e
culinária", ressaltou Cláudia Costin
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
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