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Professores em greve ocupam os dois sentidos da Paulista
Os professores e funcionários da rede estadual de
educação de São Paulo realizam manifestação perto do
Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a
Avenida está ocupada nos dois sentidos. O Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
(Apeoesp) afirma que cerca de 30 mil pessoas participam
da manifestação. De acordo com a Polícia Militar, o
número de manifestantes estimado é de 5 mil.

"Estamos fazendo uma assembleia para decidir se haverá
outra manifestação no dia 19. Está claro que a greve vai
continuar. Depois seguiremos em passeata rumo a Praça da
República", disse José Rocha assessor da presidente da
Apeoesp.
Na noite de quarta, dia 10, a CET recomendou ao
sindicato dos professores que a realização da
manifestação dos professores da rede estadual de São
Paulo, pela Apeoesp, tivesse o local alterado devido aos
transtornos que a ocupação parcial ou total das faixas e
calçadas da Avenida Paulista poderia causar.
Após a recusa do sindicato, a CET encaminhou um o Ofício
com a solicitação da mudança ao Ministério Público que
decidiu, através do Promotor José Carlos de Freitas, não
impedir a manifestação.
O promotor analisou o Ofício da CET (Companhia de
Engenharia de Tráfego) e afirmou que não tem como impedi
os professores de exercer o direito constitucional.
"Juridicamente eles estão corretos. O problema é se
explorarem o limite do vão livre (Masp) causando
transtorno ao trânsito e pessoas", afirmou.
A Apeoesp comunicou a CET com antecedência sobre a
manifestação que deve ficar no limite do vão livre do
Masp. Segundo o Promotor, isso por si só, não causa
violação aos direitos. Se a manifestação passar do
limite do vão livre como o estipulado, o Ministério
Público vai ingressar com ação e a Apeoesp será punida.
"Em 2005 eles já tiveram uma condenação por esse motivo,
inclusive, eu a estou executando. Temos também uma outra
ação em curso de 2008", disse José Carlos de Freitas.
A greve
Professores da rede estadual de São Paulo estão em greve
por tempo indeterminado, informou o Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial do estado. De acordo com
boletim enviado à imprensa pelo sindicato, a greve foi
aprovada em assembleia na última sexta-feira (5).
De acordo com o texto, a categoria reivindica reajuste
salarial imediato de 34,3%, incorporação de todas as
gratificações, plano de carreiras e concurso público.
Em carta aberta à população, a diretoria do sindicato
informou que 100 mil professores (cerca de 48% do total)
são temporários e defendeu a realização de concursos
públicos.
"Estamos em greve por tempo indeterminado, até que o
governo negocie conosco o atendimento de nossas
reivindicações em busca da melhoria da escola pública".
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