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Colégio Militar do Rio exporta estudantes para os EUA
O Colégio Militar do Rio de Janeiro está se tornando um dos maiores
"exportadores" de alunos brasileiros para concorridas universidades
americanas. Este ano, após passar por duro processo seletivo, dois
estudantes da unidade conseguiram bolsas de ensino para os Estados
Unidos. No ano passado, outra aluna deixou a boina que marcou sua vida
escolar e fez as malas rumo a Harvard. Os resultados chamaram a atenção
da direção da universidade, cujo representante, Jim Pautz, visitará
nesta quinta-feira o Colégio Militar.

Este ano, dos únicos três estudantes brasileiros que vão para a
Universidade Yale, em Connecticut - por onde já passaram três
ex-presidentes americanos -, o aluno do Colégio Militar Paulo Ricardo
Souza Costa, 19 anos, é o único de escola pública. "Sem o Colégio
Militar, não teria conseguido chegar até aqui", orgulha-se.
O jovem é participante do programa Oportunidades Acadêmicas, que
incentiva jovens talentos a se inscreverem em universidades americanas e
pagarem os custos da seleção, cerca de R$ 5,5 mil. O programa é da
Education USA, órgão oficial do governo dos Estados Unidos que promove o
ensino superior americano pelo mundo.
Em cinco anos, 25 estudantes, entre eles quatro cariocas, já passaram
por ele. No Rio, além de Paulo, foram dois alunos do Pedro II e a aluna
do Colégio Militar que está em Harvard. Os interessados devem entrar em
contato com educationusa@fulbright.org.br ou no site
www.educationusa.org.br.
"A maioria dos estudantes que vão para os EUA sempre foi de escolas
internacionais. É importante o Brasil se ver representado em escolas de
ponta e, entre nossos futuros líderes, estarem pessoas de todas as
classes, que chegaram lá não por condição social, mas por méritos",
afirma Ann Adrezza Martins, coordenadora nacional do Education USA.
O Colégio Militar abre inscrições de novos alunos em concurso de 23 de
agosto a 24 de setembro, em http://www.cmrj.ensino.eb.br/. As provas têm
duas etapas eliminatórias: provas de Matemática e de Português e
Redação.
Sonho de melhorar o Brasil
Colega de Paulo no Colégio Militar, Estella Barbosa de Souza, 18 anos,
também está de malas prontas. Ela ingressará na universidade Bryn Mawr,
na Pensilvânia. Como ele, que sonha ser professor de Química, ela também
quer dar aulas, mas de Astronomia. Embora já saibam o que querem, nos
Estados Unidos os alunos fazem dois anos de faculdade antes de decidir a
carreira.
Grato pelo ensino que recebeu, Paulo deixa para trás o apito de
funcionários da rígida escola militar e faz as malas para sua viagem aos
EUA no próximo dia 21. Estella parte um dia antes para o seu sonho
americano.
Na bagagem, os dois ex-colegas de turma levam roupas, bandeiras e
camisas do Brasil, cartas de amigos e um plano em comum: "queremos
ajudar a transformar a educação no Brasil", resume Estella
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