Labradora atua como mãe adotiva em reserva selvagem
Uma cadela labradora de nove anos de idade vem
garantindo o bem-estar de vários filhotes de animais
selvagens há nove anos na África do Sul. Lisha, a
labradora, atua como mãe adotiva dos filhotes orfãos ou
rejeitados pelas mães biológicas no Cango Wildlife Ranch,
um parque em um rancho na região de Oudtshoorn, na
África do Sul.

"Ela já cuidou de mais de 80 animais", afirma o
proprietário da cadela, Rob Hall, que é diretor do
parque. "Os filhotes a tratam como se fosse mãe, tentam
mamar nas tetas dela, pulam em cima dela, mordem as
orelhas, e ela também cheira, lambe e cuida dos
filhotes." Hall conta que, quando chegou ao rancho, a
antiga moradora tinha uma labradora que havia cuidado de
um filhote de leão rejeitado pela mãe biológica. Ele
gostou da idéia e decidiu manter a tradição.
"Os labradores e os retrievers são raças conhecidas por
sua docilidade", disse Hall. "Eles normalmente agem como
mães adotivas, se preciso."
Espécies ameaçadas
O rancho abriga 47 espécies de animais e répteis,
incluindo espécies ameaçadas. Lisha já "adotou" filhotes
de leopardo, tigre, um hipopótamo pigmeu, uma espécie de
raposa local e até um porco-espinho. "Eu diria que Lisha
esteve envolvida com filhotes de outras espécies que
precisavam de cuidados desde as oito semanas de vida",
diz Hall. "Nossa casa sempre esteve cheia desses
filhotes, a gente trazia eles para cá, Lisha se
interessava e começava a conviver com eles."
"Alguns dos vizinhos também deixam animais selvagens,
que eles encontram feridos, para que nós cuidemos."
"Teve uma vez que Lisha cuidou de oito filhotes de
leopardo de uma vez", recorda. "Só de leopardos, acho
que ela já cuidou de mais de 30." "No momento, ela está
cuidando de três filhotes de tigre branco, lindos."
Instinto
Lisha nunca foi ferida por nenhum dos filhotes, mas uma
vez que eles passam a comer alimentos sólidos,
normalmente são levados para outra instalação, ou são
soltos no parque. Quando isso acontece, diz Hall, o
contato entre a mãe e os filhores adotivos termina. "O
instinto predador dos felinos é muito forte", afirma o
diretor do parque.
"Normalmente, trazemos uma caixa com os filhotes
rejeitados para casa, ela vem, cheira os filhotes,
começa a lambê-los e começa a cuidar deles
imediatamente", descreve Hall. "Acho que é parte da
personalidade dela." Apesar do forte instinto maternal,
Lisha nunca teve uma ninhada própria.