Estudo calcula chance de sobrevivência a ataque zumbi
Um grupo de cientistas das Universidades de Carleton e
Ottawa, no Canadá, publicou um estudo que usa rigor
matemático para responder a uma pergunta que faz sentido
apenas na ficção: a Humanidade conseguiria sobreviver a
um ataque de zumbis?
Intitulado Quando zumbis atacam!: Criando um Modelo
Matemático de um Surto de Infecção por Zumbis, o estudo
foi publicado no livro científico Pesquisa sobre Modelos
de Progressão de Doenças Infecciosas.

O exercício matemático considera várias opções e
cenários, incluindo quarentenas bem e mal sucedidas de
infectados, assim como a possibilidade de alguns humanos
sobreviverem, mas terem que coexistir com zumbis.
Os autores afirmam que um ataque de zumbis poderia
acabar com a civilização a não ser que a reação fosse
"rápida e bastante agressiva". Mas advertem: "Se a
escala do surto aumentasse, então, o resultado seria o
do juízo final: um surto de zumbis resultaria no colapso
da civilização, com todos os humanos infectados, ou
mortos. Isso porque nascimentos humanos e mortes dariam
aos zumbis um suprimento infinito de novos corpos para
infectar, ressuscitar e converter", afirmam os autores.
Para dar aos vivos uma chance de lutar, entretanto, os
pesquisadores escolheram zumbis "clássicos", que se
locomovem lentamente, em vez de criaturas mais
inteligentes e ágeis mostradas em alguns filmes
recentes.
O professor Robert Smith? (o ponto de interrogação faz
parte do nome dele, para diferenciá-lo do cantor
homônimo da banda The Cure) e seus colegas explicaram
como o estudo foi feito: "Nós criamos um modelo de
ataque de zumbis usando suposições biológicas baseadas
em filmes de zumbis. Nós introduzimos um modelo básico
para infecções de zumbi e ilustramos o resultado com
soluções numéricas."