Ser "machão" pode prejudicar a saúde
Homens de verdade não gostam de parar para perguntar o
caminho e agora pesquisadores dizem que essa relutância
em pedir ajuda pode trazer consequências piores do que
uma simples desorientação: ela pode prejudicar a saúde.
Os homens que defendem de forma vigorosa os conceitos
tradicionais de masculinidade e acreditam que o homem
ideal é um sujeito forte e caladão que não se queixa das
dores que sofre apresentam probabilidade 50% inferior,
se comparados a outros homens, de procurar tratamentos
preventivos de saúde, como um checape anual, afirma um
estudo.
Até mesmo homens com nível educacional elevado, um fator
que é fortemente associado a uma melhor saúde e em geral
indica expectativa de vida mais longa, apresentam menor
probabilidade de solicitar cuidados preventivos de saúde
caso sejam adeptos desse ideal de masculinidade, disse
Kristen Springer, a diretora do estudo, professora
assistente de psicologia na Universidade Rutgers.
"É irônico que a crença no arquétipo de masculinidade
associado a John Wayne e Sylvester Stallone - e a ideia
de que homens de verdade não adoecem e não precisam
consultar o médico, de que homens de verdade não são
vulneráveis - na verdade esteja fazendo com que homens
adoeçam mais", disse Springer. "Esses estereótipos e
ideias são de fato um dos motivos para que os homens
adoeçam".
O estudo pode ajudar a explicar a disparidade de
longevidade entre os Patologias, já que a expectativa de vida
feminina é cinco anos maior que a masculina, diz
Springer.
As constatações, obtidas em um grande estudo
longitudinal envolvendo cerca de mil homens de
meia-idade que se formaram nas escolas secundárias do
Estado de Wisconsin no ano de 1957, foram apresentadas
em uma reunião da Associação Sociológica Americana, em
San Francisco.