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Especialistas elegem 5 construções verdes
Para edição do mês de agosto de 2010, a revista
Americana Vanity Fair perguntou a 90 especialistas quais
seria as "maiores obras arquitetônicas dos últimos 30
anos". Com 28 votos, o Museu Guggenheim Bilbao, de Frank
Gehry, foi o grande vencedor, seguido pelo Menil
Collection, de Renzo Piano. A lista contou ainda com
outras XIX construções tidas como as mais importantes ou
memoráveis da arquitetura moderna.

Para o arquiteto e colunista da Architect Magazine,
Lance Hosey, a única falha da seleção foi excluir as
construções sustentáveis das candidatas. "Até as obra
selecionadas de Piano e Norman Foster, arquitetos
reconhecidos pela alta performance ambiental, são velhas
e das menos ambiciosas. Pelo que eu vi, a
sustentabilidade não tem sido o foco da elite da
arquitetura", opina.
Para Hosey, embora as construções verdes tenham-se
popularizado com mais intensidade nas últimas três
décadas, o fosso entre os padrões de excelência em
design e desempenho ambiental pode ser cada vez maior.
Pensando nisso, ele decidiu criar sua própria lista das
"cinco construções verdes mais importantes desde 1980".
Para isso, o arquiteto perguntou a 150 especialistas dos
Estados Unidos, Europa e Ásia quais seriam os melhores
representantes da área. Os selecionados foram:
- Centro de Estudos Ambientais Adam Joseph Lewis -
Inaugurado em 2000, o Centro de Estudos Ambientais Adam
Joseph Lewis (AJCES), localizado no campus da
Universidade de Oberlin, é um dos mais avançados
exemplos de edifício auto-sustentável dos Estados
Unidos. O AJCES produz toda energia que consome através
de painéis fotovoltaicos, com potências instaladas de
60kW na cobertura e 100kW em área adjacente
(estacionamentos).
O Centro Lewis ainda utiliza um sistema de tratamento de
água chamado de "A Máquina Viva", que recebe a água de
esgoto e a trata e purifica para que ela possa ser
reutilizada nos vasos sanitários. O prédio ainda tem
janelas posicionadas de maneira apropriada para
aproveitar ao máximo a luz do dia e poços geotérmicos,
que ajudam a aquecer e a resfriar a área interna da
construção.
- Academia das Ciências da Califórnia - Desenhada pelo
conceituado arquiteto italiano Renzo Piano, a Academia
das Ciências da Califórnia foi inaugurada em 2008 e
definida como uma "construção revolucionária".
O telhado verde mantém o interior do edifício sempre
fresco e os 13 milhões de litros de água usados por ano
na rega das plantas são em grande parte reutilizados
para outros fins no museu.
No telhado de vidro, janelas e cortinas controladas por
computadores abrem-se e fecham-se para manter a
temperatura adequada dentro do ambiente e facilitar a
passagem da brisa do Pacífico. Calças jeans velhas foram
utilizadas no isolamento das paredes e uma barreira de
vedação envidraçada possui células fotovoltaicas
integradas que geram 15 % da energia elétrica que o
edifício consome.
- Genzyme Center - O Genzyme Center, sede mundial da
empresa de biotecnologia Genzyme Corporation inaugurada
2003, recebeu o selo de platina do Green Building
Council EUA graças aos seus princípios ambientais. O
aproveitamento da luz natural e uso inteligente da água
contribuíram para uma redução de 42 % dos gastos anuais
em eletricidade e 32% do consumo da água.
- BedZED - Este bairro construído no Reino Unidos em
2002 é considerado um modelo de sustentabilidade urbana.
Ele segue uma filosofia de composição heterogênea dos
seus residentes, e possui moradores de classe média,
alta e baixa vivendo no mesmo local. O empreendimento
ainda foi erguido com material de construção comprado na
região, uso de materiais reciclados e mão-de-obra local,
e possui um Clube do carro exclusivo para os moradores.
- Centro Ambiental Philip Merrill da Fundação Baía de
Chesapeake - Inaugurado em 2001, o Centro ocupa uma área
construída de quase 3.000 m2 e segue padrões mundiais de
conservação de energia, tendo recebido a certificação
Platinum Rating do Green Building Council. Materiais
reciclados e recicláveis foram usados na sua construção.
Além disso, a utilização de um sistema de coleta de água
de chuva associado a vasos sanitários compostáveis
reduziu o consumo de água em 90%.
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