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Os bebês conseguem julgar intenções boas e más
Entender a intenção do outro é uma importante habilidade para advogados,
e talvez também para políticos e executivos. Porém, segundo um novo
estudo, essa é uma habilidade que até mesmo os bebês dominam.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na
Alemanha, relatam que crianças com até 3 anos são menos propensas a
ajudar alguém depois que o veem fazendo mal a outra pessoa - neste caso,
atores adultos rasgando o desenho ou quebrando o pássaro de argila de
outro adulto.
O mais intrigante é que as crianças julgaram as intenções das pessoas.
Quando alguém tentava fazer mal ao outro, mas não conseguia, as crianças
ficavam menos propensas a ajudar aquelas pessoas em outra ocasião.
Porém, quando observavam uma pessoa fazer o mal acidentalmente a outro,
eles demonstravam mais chances de ajudar aquela pessoa.
"Há tempos se pensava que era apenas numa idade mais avançada, por volta
dos 5 ou 6 anos, que as crianças ficavam conscientes das intenções das
pessoas", disse Amrisha Vaish, uma autora do estudo e psicóloga
desenvolvimentista do Instituto Max Planck. "Ajudar somente aqueles que
ajudam os outros é, na verdade, uma habilidade bastante sofisticada".
Trata-se de uma forma de cooperação que provavelmente permitiu o
surgimento e a manutenção da sociedade humana como ela é hoje, afirmou
ela. A pesquisa aparece na revista Child Development.
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