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Ciência diz que andar de bicicleta ajuda a detectar Mal
de Parkinson
Pesquisa realizada por médicos do Centro de Parkinson de Nijmegen, na
Holanda, indica que neurologistas que examinarem um paciente com
sintomas iniciais de Mal de Parkinson deveriam fazê-lo andar de
bicicleta antes de concluir seu diagnóstico. O estudo foi publicado na
revista The Lancet desta sexta.
Distinguir entre pacientes com Parkinson e portadores de uma doença
conhecida como Parkinsonismo Atípico é muito importante, porque as duas
condições possuem diferentes causas e tratamentos.

As duas partilham de sintomas parecidos, incluindo o tremor dos membros,
os movimentos lentos e a rigidez muscular. No entanto, às vezes até
mesmo a avançada tecnologia médica é incapaz de distinguir uma doença da
outra.
Mas, segundo os pesquisadores, fazer o paciente andar de bicicleta pode
proporcionar um diagnótico mais eficiente - e barato. De acordo com os
médicos, um portador de Parkinson comum geralmente tem uma incrível
habilidade de andar de bicicleta, pois apresenta poucos problemas no
equilíbrio e nos movimentos rítmicos exigidos pelo pedalar.
Esta tarefa, no entanto, exige mais esforço em pessoas portadoras do
Parkinsonismo Atípico, termo que envolve uma série de síndromes como
paralisia muscular supranuclear progressiva, atrofia sistêmica múltipla
e degeneração córtico-basal.
O Mal de Parkinson tem origem na morte celular numa parte fundamental do
cérebro chamada substância nigra, que é uma porção heterogênea do
mesencéfalo responsável pela produção de um neurotransmissor, a
dopamina.
O tratamento padrão neste caso é uma droga chamada levodopa, que o
cérebro converte em dopamina. Mas o tratamento não é efetivo ou não
funciona quando se trata de Parkinsonimo Atípico.
Os médicos holandeses testaram sua teoria em 111 pacientes com sintomas
parkinsonianos e que eram capazes de andar de bicicleta no início da
pesquisa. Ao fim do estudo, 45 dos pacientes foram confirmados com Mal
de Parkinson e 64 com Parkinsonismo Atípico.
Durante os 30 meses que foram pesquisados, apenas dois dos 45 pacientes
com Parkinson pararam de andar de bicicleta, mas do grupo de 64
pacientes diagnosticados com o Parkinsonismo Atípico apresentaram
incapacidade de continuar pedalando.
"Sugerimos que a perda de capacidade de pedalar depois do
estabelecimento da doença pode servir como um novo sinal de alerta,
indicando a presença de Parkinsonismo Atípico", afirmam os pesquisadores
em sua carta.
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