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Ministro do Esporte coloca "top ten" olímpico como meta para o Brasil
RAFAEL REIS
da Folha Online
O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou que a meta do Brasil para as
próximas edições dos Jogos Olímpicos é melhorar a 16ª colocação no quadro de
medalhas, obtida em Atenas-2004, e entrar no grupo das dez maiores potências da
competição.
"Se estamos entre as dez maiores economias do mundo, podemos também entrar no
top ten de potências olímpicas. Nós temos o desafio de situar o Brasil entre as
dez maiores potências", disse o ministro.
Na Grécia, a delegação brasileira conquistou dez medalhas, sendo cinco delas de
ouro. O Reino Unido, décimo colocado no quadro, subiu ao pódio três vezes mais e
deixou Atenas com nove medalhas douradas.
Apesar de não fazer uma previsão sobre a quantidade de medalhas que o país pode
conseguir nos Jogos de Pequim, em agosto, o ministro deixou claro que espera que
a diferença entre o Brasil e os "top ten" diminua na Olimpíada chinesa.
"O esporte brasileiro viverá em Pequim o primeiro ciclo olímpico completo com a
Lei Agnelo-Piva. Se há mais financiamento no esporte, podemos esperar também
melhores resultados", afirmou Silva, citando a lei aprovada em 2001, que,
juntamente com patrocínio de estatais, injeta quase R$ 200 milhões anuais ao
esporte brasileiro.
Sobre a candidatura do Rio de Janeiro a sede dos Jogos-2016, o ministro afirmou
que a capital carioca entra na final do processo seletivo com chances
semelhantes a de Chicago (Estados Unidos), Madrid (Espanha) e Tóquio (Japão),
suas adversárias pelo direito de receber a competição.
"A crença que nós temos é de que o Rio vai disputar em igualdade de condições.
Queremos apresentar [em fevereiro de 2009] um dossiê imbátivel", concluiu.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso
Nacional um projeto de lei que pretende criar um crédito de R$ 85 milhões para
as atividades da candidatura carioca.
A sede dos Jogos Olímpicos-2016 será anunciada em outubro do próximo ano, em
Copenhague, na Dinamarca.
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