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Guilheiro supera cirurgias para voltar ao pódio olímpico após 4 anos

da Folha Online

Os quatro anos que separam as duas medalhas de bronze conquistadas pelo judoca Leandro Guilheiro, que nesta segunda-feira subiu ao pódio na categoria até 73 kg nos Jogos Olímpicos de Pequim, foram marcados por muita dor e frustração.

Entre a Olimpíada de Atenas-2004 e o evento em Pequim, Guilheiro passou por três cirurgias diferentes (punho, quadril e ombro). As lesões atrapalharam o desempenho do atleta no Pan do Rio de Janeiro e em Campeonatos Mundiais.

"Foram lesões que foram totalmente independentes uma da outra", disse o atleta em entrevista ao canal Sportv. "Cada treino finalizado era como se fosse uma vitória para mim."

Marcelo Del Pozo/Reuters

Brasileiro Leandro Guilheiro comemora sua segunda medalha olímpica de bronze
Ainda ainda envolto com problemas físicos, o brasileiro, que completou 25 anos na semana passada, foi vice-campeão do Jogos Pan-Americanos em 2007. Após a derrota para o norte-americano Ryan Reser, disse que se "sentia envergonhado pelo resultado".

Guilheiro sofreu outra frustração pouco depois. No Mundial do Rio, perdeu na segunda rodada para Elnur Mammadli, do Azerbaijão, que ficou com o ouro em Pequim. Na repescagem, uma nova derrota, para o canadense Nicolas Tritton, e a eliminação.

O brasileiro já convivia com problemas físicos antes mesmo de conquistar o seu primeiro bronze, na Grécia. Ele competiu em Atenas com uma lesão no quadril e com uma fratura a mão esquerda.

A receita para diminuir as lesões e conseguir competir com uma freqüência maior do que vinha acontecendo foi realizar um trabalho de ganho de massa muscular e dosar melhor a vontade --ele culpa o excesso de vontade de treinar pelas excessivas contusões.

Para chegar ao bronze hoje, Guilheiro precisou passar por seis lutas. Antes de perder para o sul-coreano Kichun Wang e ir para a disputa da repescagem, ele já havia derrotado o argentino Mariano Daniel Bertolotti e o sul-africano Marlon August.

Já sem chances de brigar pelo ouro, o atleta brasileiro passou por três outros adversários, Shokir Muminov, do Uzbequistão, Gennadii Bilodid, da Ucrânia, e Ali Malomat, do Irã.



 

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