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Moedas do Mundo - Indicadores

 

Governo quer prejudicar ind�strias e turismo brasileiro desvalorizando o d�lar j� fraco

Guido Mantega define piso de R$ 1,85 e afirma que, se cota��o baixar, o governo vai aumentar o controle com reservas ou eleva��o do IOF.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em entrevista � ag�ncia de not�cias Reuters que o governo n�o deixar� que o d�lar volte ao patamar de 1,85 real e est� disposto a intervir no mercado de c�mbio para impedir que isso aconte�a. Dentre as medidas que o governo poder� adotar, Mantega citou a eleva��o do Imposto sobre Opera��es Financeiras (IOF) nas opera��es de ingresso de moeda estrangeira no pa�s e a compra de d�lares no mercado.

Mantega equivocadamente quer controlar o que j� esta fora de controle, � infra��o. Valorizando o real levar� �s ind�strias exportadoras e o turismo brasileiro a fal�ncia, sem contar com a hiperinfla��o com brasileiros gastando l� fora, deixando o com�rcio local no desespero.


"O ideal � que n�o houvesse interven��o, mas isso � sonho. Agora, se houver de novo uma tend�ncia especulativa, se o pessoal se animar: 'vamos puxar esse c�mbio para 1,85', a� estaremos de novo intervindo", disse o ministro. "Posso comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs (que foram reduzidos)", disse, acrescentando que o d�lar est� flutuando em uma faixa adequada. Na avalia��o do ministro, contudo, "o c�mbio est� flutuando mais ao sabor do mercado" e "encontrou faixa de flutua��o razo�vel".

O d�lar rompeu no final de janeiro o piso de uma banda informal de 2 a 2,10 reais que vigorou durante boa parte de 2012, e o mercado interpretou esse movimento como um sinal de preocupa��o com a infla��o. Desde ent�o, o d�lar tem ficado em torno de 1,98 real. Nesta sexta-feira, a moeda chegou a ser negociada no per�odo da manh� a 1,95 real

 

Infla��o - Mantega voltou a negar que esse tipo de controle informal do c�mbio visa segurar a escalada atual da infla��o, cujo pico, em sua an�lise, foi atingido em janeiro. "A proje��o � de que janeiro foi o pico. Eu n�o tenho proje��o at� dezembro, mas nos pr�ximos meses a infla��o vai para baixo", afirmou. Indagado sobre a opini�o do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a infla��o preocupa e que seu n�vel recuar� apenas no segundo semestre, Mantega disse: "Por isso � que n�s somos independentes, a opini�o dele pode ser diferente da minha".

O ministro disse que espera para fevereiro uma infla��o mais baixa em decorr�ncia da contribui��o da redu��o da tarifa de energia el�trica, que segundo ele, ficar� entre 0,4 e 0,5 ponto porcentual, al�m de recuo nos pre�os dos alimentos. Para o ano como um todo, ele disse esperar que a infla��o fique inferior a 5,6%.

(Com Estad�o Conte�do e Reuters)


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