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Mais de 400
espécies são incorporadas à lista de risco de
extinção
Cerca de 400 espécies animais e vegetais
foram incorporadas à lista das espécies em risco de
extinção revelada nesta quarta-feira em Hyderabad (Índia),
onde a conferência da ONU sobre a Biodiversidade
entrou em sua reta final com a presença de mais de
70 ministros.
"Não há uma maneira única de medir a decadência da
biodiversidade, é complexo, mas a 'Lista Vermelha' é
a melhor medida de que dispomos", ressaltou Jane
Smart, diretora mundial do Grupo de Conservação da
Biodiversidade da União Internacional para a
Conservação da Natureza (UICN).
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A
atualização deste registro de referência
inclui 65.518 espécies, das quais cerca de
um terço (20.219) estão em perigo de
extinção, com 4.088 espécies em risco
crítico de extinção, 5.919 em risco e 10.212
vulneráveis. Mais de 400 vegetais e animais
foram acrescentados à lista das espécies
ameaçadas desde a última versão apresentada,
em junho, durante a cúpula Rio+20.
Dois invertebrados,
uma barata das Seychelles e uma espécie de
caramujo de água doce, integraram a
categoria das espécies consideradas extintas.
Os especialistas da UICN também insistiram
perante a imprensa sobre a "aterradora"
situação das palmeiras de Madagascar, um dos
locais mais ricos do mundo em termos de
biodiversidade. |
A ilha conta com 192 espécies de palmeiras únicas no
mundo, das quais mais de 80% estão em risco de
extinção. Algumas comunidades, entre elas as mais
pobres, dependem destas palmeiras para obter
alimentos e materiais de construção. Este
desaparecimento deve-se, principalmente, à limpeza
das terras para a agricultura e para a exploração
das florestas.
A Tahina, ou "palmeira suicida", é considerada em "risco
crítico de extinção", o estado mais elevado antes
que seu desaparecimento seja constatado: existem
apenas 30 exemplares desta espécie de palmeiras
gigantes que podem atingir os 18 metros de altura.
Outro estudo publicado na segunda-feira ressaltava
que os lêmures de Madagascar figuram entre os
primatas mais ameaçados do planeta, devido à
destruição de seu habitat e à caça.
"Madagascar é uma região de uma prioridade absoluta"
para a biodiversidade, insistiu Russell Mittermeier,
especialista da ilha e presidente da ONG
Conservation International.
Este alerta da UICN ocorre quando mais de 180 países
estão reunidos em Hyderabad para a conferência da
ONU sobre a biodiversidade, que tenta frear a erosão
cada vez mais rápida das espécies.
As negociações, iniciadas no dia 8 de outubro
em nível técnico, continuam a partir desta
quarta-feira durante os três últimos dias da
conferência em nível governamental, com mais de 70
ministros presentes no sul da Índia. As discussões
fracassam principalmente ao chegar à questão dos
compromissos financeiros que podem ser tomados para
alcançar os 20 objetivos para 2020, fixados em
Nagoya (Japão), em 2010.
Especialistas encarregados de aconselhar os
negociadores contabilizaram estas necessidades entre
os 150 bilhões e os 440 bilhões de dólares (aproximadamente
de 115 bilhões a 340 bilhões de euros) por ano,
explicou nesta quarta-feira o economista Pavan
Sukhdev, autor de um relatório sobre o valor
econômico dos serviços proporcionados pela natureza.
Os financiamentos públicos e de patrocínio a favor
da biodiversidade são estimados atualmente em cerca
de 10 bilhões de dólares por ano. Da AFP
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