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Quantidade de
planetas potencialmente habitáveis no Universo pode
ser três vezes maior
Pesquisador
estudou planetas de tamanho semelhante ao da Terra
em zonas habitáveis ao redor de estrelas anãs, as
mais comuns na nossa galáxia.
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A
quantidade de planetas potencialmente
habitáveis pode ser maior do que os
pesquisadores costumam estimar. É o que
mostra uma nova análise realizara por Ravi
Kopparapu, pesquisador da Universidade
Estadual da Pensilvânia (Penn State
University), nos Estados Unidos. O estudo,
que foi aceito para publicação no periódico
Astrophysical Journal Letters, sugere que
alguns desses planetas podem estar mais
próximos da Terra do que o esperado.
Representação de uma estrela anã vermelha
(Getty Images) |
Em sua pesquisa, Kopparapu recalculou a presença
estimada de planetas de tamanho semelhante ao da
Terra (de 0,5 a 1,4 vez o tamanho da Terra)
existentes na zona habitável (região ao redor de uma
estrela na qual planetas rochosos conseguem manter a
presença de água em estado líquido e,
consequentemente, com potencial de abrigar vida) de
estrelas anãs com classificação espectral M.
Essas estrelas são frias em relação a outras
estrelas (temperaturas entre 2100 e 3700 graus
Celsius contra 5500 graus Celsius do Sol), de baixa
massa (menos de metade da massa do Sol) e emitem a
maior parte de sua luz na cor vermelha. "As estrelas
de classificação espectral M são as mais numerosas
na nossa galáxia. De 100 estrelas, cerca de 77 são
anãs vermelhas e cerca de 8 são como o Sol", explica
o pesquisador.
Kopparapu estima que, nas dez estrelas pequenas mais
próximas da Terra é possível encontrar cerca quatro
planetas potencialmente habitáveis — o que, segundo
ele, ainda é uma estimativa conservadora. Além
disso, o estudo afirma que a distância média até o
planeta potencialmente habitável mais próximo é de
sete anos-luz, quase a metade da distância estimada
anteriormente.
Estudo - Os pesquisadores
utilizam esse tipo de estrela para estudar planetas
habitáveis por diversas razões. Além de ser mais
comuns, a órbita dos planetas ao redor de estrelas
anãs de tipo M é muito curta, o que permite que os
cientistas reúnam dados de um número maior de
órbitas em menos tempo.
O trabalho se baseia em um estudo recente,
desenvolvido por pesquisadores do Centro de
Astrofísica Harvard–Smithsonian, nos Estados Unidos.
Eles analisaram 3.987 estrelas anãs do tipo M para
calcular o número de planetas encontrados nas zonas
habitáveis dessas estrelas. Porém, esse estudo
utilizava os limites de zonas habitáveis calculados
em 1993, os quais, de acordo com Kopparapu, não
estão de acordo com as estimativas mais recentes.
A nova estimativa é feita com base em um modelo
desenvolvido pelo próprio Kopparapu e seus
colaboradores, utilizando informações sobre absorção
de água e dióxido de carbono que não estavam
disponíveis em 1993. O pesquisador aplicou seu
modelo ao estudo que havia sido feito por Harvard, e
descobriu a existência de mais planetas do que se
pensava nas zonas habitáveis.
"Utilizando o novo cálculo de zonas habitáveis
descobri que existem cerca de três vezes mais
planetas semelhantes à Terra em zonas habitáveis ao
redor dessas estrelas de baixa massa do que era
estimado antes", afirmou Kopparapu. Isso significa
que antes, para cada 10 estrelas do tipo estudado,
esperava-se encontrar 1,5 planeta habitável. Agora a
estimativa é de 4,5 planetas para cada 10 estrelas.
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