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Brasil sem infraestrutura; o caos e morte em quase todas as cidades e rodovias

A Rodovia BR-040, que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora, está com seis pontos de interdição, na altura de Petrópolis, na região serrana do Estado, em razão dos deslizamentos de terra provocados pela forte chuva que atinge o município desde o final da tarde de domingo.

A concessionária Concer, que administra a rodovia, informou que onde houve queda de barreira, o trânsito está em meia pista, e pediu aos motoristas que redobrem a atenção porque continua chovendo forte na estrada e a visibilidade é reduzida. Ainda segundo a assessoria, não há previsões de normalização das pistas.


Durante a madrugada desta segunda-feira, o km 75, na descida da serra de Petrópolis sentido Rio de Janeiro, ficou totalmente interditado por causa de um grande deslizamento que cobriu o trecho com pedras e terra. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, parte da pista já foi liberada e agentes continuam no local para sinalizar os motoristas.

De acordo com a Concer, os trechos em meia pista são: km 83 e km 96, sentido Juiz de Fora; km 81, km 75, km 83 e km 94, sentido Rio de Janeiro.

Angras dos Reis, o perigo ronda

A usina nuclear de angras dos reis corre sérios riscos de contaminar todo o estado do RJ e SP, caso seja atingida pelas águas, a cada anos o perigo aumenta, seu naufrágio é inevitável.

O bairro Perequê requer maior atenção, pois o rio que tem o mesmo nome transbordou, alagando ruas. Os desabrigados foram levados para a Escola Municipal Frei Bernardo. No Bracuí, também houve alagamento, deixando a aldeia indígena ilhada.


A correnteza dos rios danificou duas pontes nos bairros do Areal e da Banqueta. Além disso, há registro de quedas de árvores e obstrução parcial da BR-101, a Rio-Santos, na chegada a Angra dos Reis.

Informações da defesa civil


Chuva bloqueia rodovia e faz 347 deixarem suas casas no litoral de SP

Rodovia Rio-Santos está interditada em São Sebastião (SP), devido à queda de barreiras. Não há previsão para liberação da via.

Mais de 340 pessoas tiveram de deixar suas casas em São Sebastião, no litoral de São Paulo, devido às fortes chuva que atingem a cidade de maneira intermitente desde a tarde de sábado. A cidade decretou estado de calamidade pública.

Segundo a Defesa Civil do município, as áreas mais afetadas ficam nos bairros de Cambury, Boiçucanga e Maresias, na costa sul.

 

A Defesa Civil registra ao menos sete quedas de barreiras em um trecho de 20 quilômetros da rodovia Rio-Santos, que corta o município. Os deslizamentos estão concentrados do km 145 ao 165, e a rodovia está totalmente interditada. Devido aos bloqueios, o bairro de Maresias está isolado. Não há previsão para que a pista seja liberada, e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) sugere a rodovia dos Imigrantes como rota alternativa.

Inicialmente, a Defesa Civil havia estimado em 600 o número de famílias que tiveram de deixar suas casas devido à chuva. Entretanto, o número foi corrigido à noite, com a confirmação da existência de 201 pessoas desabrigadas (levadas a abrigos públicos) e 146 desalojadas (acolhidas em casas de amigos e parentes).

Há registro de inundações nas vilas do Areião e Lobo-Guará, em Cambury, afetando 201 e 156 famílias, respectivamente. Nos últimos três dias, o município acumula 111,4 milímetros de chuva - mais da metade da média histórica de março, que é de 173 milímetros, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos.


Petrópolis

Defesa Civil - Petrópolis é o município mais atingido pelo grande volume de chuva acumulado no estado nas últimas 24 horas. Conforme o balanço mais atualizado da Defesa Civil, a cidade tem 21 pontos de escorregamento ou alagamento e 13 mortes confirmadas. As localidades mais afetadas foram Quitandinha, Bingen, Independência e Doutor Thouzet. Outras 20 pessoas ficaram feridas e 140 famílias estão abrigadas em pontos de referência instalados pela prefeitura para dar apoio às vítimas.


Na comunidade Vila São João, no bairro Quitandinha, pelo menos 16 moradores, sendo dez crianças, foram soterradas após um deslizamento de terra destruir três casas, na madrugada desta segunda. Outros três homens, dois agentes da Defesa Civil e um militar do Exército que foram ao local socorrer os moradores, também foram soterrados e morreram.

Testemunhas disseram que dez moradores já foram socorridos (seis mortos e quatro com vida). Outras nove pessoas permanecem soterradas.

No fim da manhã, os bombeiros suspenderam as buscas por questões de segurança, já que continua a chover forte na cidade e o terreno está encharcado. Uma encosta deslizou e interditou a Rua Joaquim Rolla, bem ao lado do Palácio Quitandinha, um dos cartões postais da cidade.

Técnicos da prefeitura estão no local retirando os escombros. Uma casa de classe média alta, de dois andares, está à beira do precipício. Moradores colocaram uma lona no alto do morro para evitar que novos deslizamentos acabem levando a casa junto. No bairro Amazonas, na localidade conhecida como Alagoas, uma casa caiu e matou duas pessoas. Outras duas casas foram interditadas.


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