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Internet vira carta na manga de
pré-candidatos à Presidência nos EUA
da France Presse, em
Washington
A campanha presidencial dos Estados Unidos é realizada em grande parte na
internet, e os candidatos à Casa Branca usam de toda a sua criatividade para que
seus esforços on-line se transformem em votos no dia das eleições.
Segundo um estudo do instituto independente Pew Research Center, cerca de 25%
dos americanos recorrem à internet para acompanhar a campanha presidencial.
Embora este percentual ainda esteja abaixo dos que acompanham pela televisão, é
o dobro que em 2004 e o triplo em relação a 2000.
Jovem senador negro Barack Obama usa a internet para se diferenciar de sua rival
democrata Hillary Clinton
A internet dá aos militantes ferramentas para arrecadar fundos ou para organizar
atos em favor do candidato de sua escolha. Há sites de socialização, destinados
particularmente aos jovens, que permitem aos participantes comparar os gostos
musicais dos diferentes candidatos.
"Cada vez mais discussões sobre a campanha presidencial ocorrem na internet, e
ignorar isso representa um risco", afirma Mike Feldman, que foi conselheiro do
democrata Al Gore durante sua campanha presidencial em 2000.
Facebook e MySpace
Entre os eleitores menores de 30 anos, 42% usam a internet para se manterem
informados sobre as eleições. É este grupo que utiliza com mais freqüência os
sites de socialização como o MySpace ou o Facebook.
"Se nesses sites se seu amigo Joe disser que gosta do candidato republicano John
McCain, isso pode dar a você uma outra idéia sobre John McCain", afirma David
Almacy, ex-encarregado de comunicação via internet do presidente George W. Bush.
A campanha do atípico republicano Ron Paul, contrário à Guerra no Iraque, se
baseia quase que por completo na internet. Paul chamou a atenção quando
conseguiu juntar cerca de 20 milhões de dólares para sua campanha pela internet.
No lado democrata, o jovem senador negro Barack Obama usa a internet para se
diferenciar de sua rival Hillary Clinton, cuja imagem é associada à velha
guarda. Das 500 mil pessoas que doaram dinheiro para a campanha de Obama, 60% o
fizeram por meio da internet.
Segundo sua equipe de campanha, as ferramentas disponíveis via internet para os
militantes permitiram criar 6 mil grupos de apoio e 20 mil páginas para a coleta
de fundos.
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