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Senado aprova projeto que pune crimes praticados
pela internet
O Senado aprovou na
noite desta quarta-feira (9) uma proposta que enquadra crimes cometidos pela
internet, como a pirataria virtual e a pedofilia, e endurece a pena para os
crimes já existentes. No total, o projeto, relatado pelo senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), cria 13 novos crimes.
O projeto considera crime estelionato e falsificação de dados eletrônicos ou
documentos; criação ou divulgação de arquivos com material pornográfico
envolvendo crianças e adolescentes; roubo de senhas de usuários do comércio
eletrônico; e divulgação de imagens privadas.
Um dos pontos mais importantes determina que os provedores terão de guardar por
três anos os registros de acesso para que se possa saber quem acessou a
internet, em que horário e a partir de qual endereço.
Os provedores de internet serão obrigados a preservar em seu poder, para futuro
exame, arquivos requisitados pela Justiça, assim como encaminhar às autoridades
judiciais quaisquer denúncias de crimes que lhes forem feitas.
A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados. Para o senador Aloizio
Mercadante (PT-SP), "aprovamos um projeto rigoroso contra o crime, mas que
garante a liberdade de expressão na internet". "Os brasileiros poderão ter com a
futura lei um ambiente seguro em que desenvolver suas atividades no campo da
informática."
O senador paulista explicou que essas regras foram objeto de discussão com
entidades como a Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso,
Serviços e Informações da Rede Internet) e o Serpro (Serviço Federal de
Processamento de Dados).
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