Contra a
censura da internet, hackers nos EUA fecha site VISA.COM
O grupo Anônimo, que refere a si próprio como "movimento
anônimo, descentralizado que luta contra a censura",
argumenta que as medidas de cerco contra o WikiLeaks
"são grandes passos rumo a um mundo onde nós não podemos
dizer o que pensamos e somos incapazes de expressar
nossas opiniões e idéias".
"Embora não tenhamos muito em afiliação com o http://wikileaks.com/,
nós lutamos pelas mesmas razões", disse o grupo, em
comunicado. "Nós queremos transparência e nós
encontramos censura. Isto é o motivo de querermos
utilizar nossos recursos para levantar alerta, atacar
aqueles contra e apoiar aqueles que ajudam a levar nosso
mundo para liberdade e democracia".
"Não podemos deixar isto acontecer. É por isso que nossa
intenção é descobrir quem é responsável por esta
tentativa de censura", disse o grupo, que ameaça ainda o
Twitter, que acusam de estar censurando a página do
WikiLeaks.
"Nós atiraremos em qualquer coisa ou qualquer um que
tentar censurar o WikiLeaks, incluindo companhias
multibilionárias como a PayPal", diz um comunicado que
circula na internet, atribuído à operação. "Twitter,
você é o próximo por censurar a discussão #WikiLeaks. A
grande chuva de merda começou".
Twitter emitiu um comunicado negando a censura ao site e
dizendo que toda a confusão se deve a lista de Trending
Topics mundiais, que ontem e hoje não trazia WikiLeaks
nem na última posição.
Em sua conta no Twitter, o grupo informou ainda que
atacará, em uma hora, o site da Visa, que também fechou
a conta de doações ao WikiLeaks.
PRISIONEIRO POLÍTICO
Um dos hackers ligados ao grupo, Gregg Housh, disse em
entrevista à agência Associated Press que 1.500
ativistas estão em fóruns e salas de bate-papo para se
reunir e planejar os ataques DDos.
O exército hacker alega que as ações contra o WikiLeaks
são motivadas politicamente e visam a silenciar aqueles
que desafiam as autoridades. 'Para todos nós, não há
distinção. Ele é um prisioneiro político e as duas
coisas são completamente entrelaçadas'.
Em um chat on-line Anonops.net, os membros do grupo
anunciam ser de todo o mundo --"Olá a partir de Serra
Leoa", "oi da Áustria". Eles falam abertamente sobre os
atentados e dizem que precisariam de 5.000 pessoas para
paralisar de vez o popular site de pagamentos on-line
PayPal.
Housh disse que houve conversas entre os hackers de uma
campanha contra as duas suecas que acusam Assange de
crimes sexuais, mas que permaneceu 'um assunto delicado,
por isso muitas pessoas não querem se envolver'.
Ele, que já trabalhou em campanhas anteriores com o
Anônimo, mas nega qualquer atividade ilegal, disse que
foi a primeira vez que o grupo tinha poder de fogo
suficiente para derrubar uma companhia segura, como a
Mastercard. "Nenhuma tática mudou neste momento", disse
ele, "mas há tanto apoio e há tanta gente fazendo que
sites como este [Mastercard] estão indo abaixo".
Brasil
Mais de 99% dos
internautas brasileiros apóiam o site
http://wikileaks.com,
(sujeira de políticos) precisam vir a tona.