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Itaú, Claro e Bradesco
lideram lista de reclamações do Procon-SP
Itaú Unibanco, Claro e
Bradesco foram as empresas líderes em reclamações em
2012, segundo ranking divulgado nesta terça-feira
pela Fundação Procon-SP.
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Terceiro colocado em
2011, o Itaú Unibanco teve 647 reclamações
não atendidas em um total de 1108. A
operadora de telefonia saltou da 16ª para a
2ª posição ao somar 1006 queixas, sendo 208
delas não respondidas. O Bradesco fecha o "pódio"
com 976 ocorrências, mais da metade delas
não atendidas. O Procon-SP reúne
fornecedores do mesmo grupo, adotando na
lista o nome de como a empresa é conhecida
pelo público.
Foto: veja.abril.com.br |
Já na porcentagem de
atendimento das reclamações, o Grupo BV (Banco
Votorarntim) se destacou: das 621 reclamações,
apenas 54 (8%) foram atendidas.
Os sites de varejo, e especialmente os de compras
coletivas, tiveram destaque no setor de serviços
privados, com aumento no número de reclamações em
2012 em relação ao ano passado. O Groupon, teve um "quantitativo
elevado de reclamações" que o levaram da 228ª para
21ª posição, e foi convocado pelo Procon, tendo
firmado compromisso de redução de demandas.
Queda em reclamações
O órgão de defesa do consumidor da capital paulista
informa que, no ano passado, foram realizados 602
mil atendimentos (17% menos que em 2011), dos quais
463,5 mil foram consultas e orientações. Outras 139
mil foram queixas efetivamente – demandas que o
consumidor registra junto à fundação, mas 79% foram
solucionados. O índice é considerado elevado pelo
Procon-SP. Dos 21% que se tornaram reclamações
fundamentadas, a maioria, 56%, não foi atendida.
O número de reclamações fundamentadas ao Procon-SP
caiu para 29.697 em 2012, ante 33.401 em relação a
2011. As demandas foram menores mesmo no caso das
empresas que lideram o ranking da fundação, segundo
o seu diretor-executivo Paulo Arthur Goes. De 2010
para 2011, esse número havia crescido 15%.
"O índice de resolução na fase preliminar aumentou.
Fomos mais eficientes”, diz Goes. O índice total de
solução saltou de 87% para 88%.
Já o número empresas cadastradas no Procon por causa
das demandas do consumidor aumentou de 3.639 para
4.027, o que é visto como positivo para o órgão. "Vemos
aí uma pulverização maior de empresas".
Abuso de tarifas
No caso dos bancos, a cobrança de tarifas foi um dos
principais motivos de reclamação. Segundo Goes, em
alguns casos elas estão sendo usadas como forma de
aumentar as margens de lucro dos bancos, algo que
deveria ser obtido pela taxa de juros.
“Em algumas situações, há o juro zero mais R$ 900
para um cadastro. Isso dificulta muito a vida do
consumidor, pois é nos juros que as empresas
concorrem” diz Goes, que mencionou variações de R$
30 a R$ 5 mil reais na tarifa para um mesmo tipo de
serviço. “Se alguns dizem que há transparência, eu
digo que não, há o oposto. Há opacidade.”
Goes pediu ação do governo federal para coibir o que
considerou abuso nas tarifas pelos bancos, em uma
das alfinetadas aos órgãos responsáveis por
fiscalizar a prestações de serviços.
“O órgão regulador não pode fechar os olhos para o
fato de que, em algumas situações, as tarifas são
criadas e cobradas, como no financiamento de
veículos, não para a remuneração de um serviço.
Estão servindo para ampliar margem da instituição
financeira”, disse Goes.
Outro alvo foi a Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), que na avaliação diretor-executivo
do Procon-SP, teve uma agenda em 2012 da qual o
interesse do consumidor passou ao largo.
Resultados por área
A área de produtos (móveis, eletrônicos e vestuário,
dentre outros) foi a que teve mais reclamações, com
33%. Segundo o Procon-SP, os telefones celulares são
os que geram mais problemas nesse setor. "Mas
algumas das empresas que estavam no do ranking
caíram expressivamente, pois se aproximaram mais do
cliente", afirma.
“O que promoveu essa mudança? A visão da empresa.
Essas empresas elas resolveram trazer para dentro de
casa. São empresas que não delegaram o tratamento
das relações com o consumidor para o núcleo jurídico",
disse o representante do órgão.
O setor financeiro (bancos, seguradoras e
financeiras), vem em seguida com 25,7% das
reclamações e os serviços essenciais (telecomunicações,
energia elétrica, saneamento básico, dentre outros),
em terceiro, com 16,5%.
A Claro também lidera no primeiro ranking estadual,
que soma as reclamações da capital e de cinco
municípios do interior paulista (Jundiaí,
Votuporanga, São José dos Campos, São José do rio
Preto e Santo André). O Itaú-Unibanco fica em
segundo, e a Vivo, em terceiro.
O número de reclamações poderia ser muito maior se a
maioria dos cidadãos não tivesse tanto descréditos
dos órgãos de defesa ao consumidor.
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