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Lixo tóxico de São Vicente não vai ser incinerado,
diz Rodhia
A empresa Rodhia não planeja dar a mesma destinação
do lixo tóxico armazenado na antiga fábrica de
Cubatão aos resíduos que estão concentrados em um
terreno de São Vicente, município do litoral
paulista, disse à Agência Brasil o diretor
industrial da instituição, Gerson Oliveira. "Não é
uma operação retida pela organização neste momento.
Estamos buscando alternativas", declarou.
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Oliveira aponta que o confinamento a que o
material está sujeito no local é uma boa
solução técnica, pois não oferece risco às
pessoas, nem ao meio ambiente. Cerca de 3
mil toneladas de lixo tóxico,
comprovadamente cancerígeno, que resultou do
processo de produção da indústria em Cubatão,
na Baixada Santista, serão transportados
para Camaçari, região metropolitana de
Salvador (BA), para ser incinerado pela
empresa de soluções ambientais Cetrel
Lumina. |
A ação, conforme divulgado com exclusividade pela
Agência Brasil na terça-feira, dia 20, foi
autorizada pelos órgãos ambientais dos dois estados:
Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)
da Bahia e Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental (Cetesb) de São Paulo.
De acordo com o Oliveira, uma das razões para dar
destinos diferentes aos materiais tóxicos de Cubatão
e São Vicente é o volume de lixo armazenado nesses
locais. Ele informou que a quantidade de resíduos é
pelos menos dez vezes maior no terreno vicentino,
com cerca de 30 mil toneladas.
A área, chamada de Estação de Espera, aglutina
resíduos de pelo menos outros seis terrenos da
Baixada Santista que também receberam descarte de
material. A área fica localizada às margens da
Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055).
Oliveira explicou, ainda, que as duas áreas têm
características de armazenamento diferentes, o que
torna mais urgente a queima do material presente na
antiga fábrica. "Os resíduos que eu tenho em Cubatão
estão em um armazém e os outros de São Vicente estão
em um confinamento. Esses outros, entre aspas, já
têm uma solução. Então eu tenho que partir para algo
que seja melhor do que isso. São abordagens
distintas", defendeu.
A tentativa de transportar o material contaminado
por compostos organoclorados, como o pó da china (pentaclorofenato
de sódio) e o hexaclorobenzeno, de São Vicente, já
havia sido feita pela Rodhia em 2004. A iniciativa
foi suspensa por definição do juiz Ricardo D'Ávila,
da 5ª Vara da Fazenda Pública da Bahia.
Apesar de estudar outras formas tecnológicas para
destruição dos resíduos de São Vicente, o diretor
industrial defendeu a operação de transporte e
incineração na Bahia e destacou que a empresa está
confiante no procedimento. "É extremamente seguro.
Temos tido um cuidado extremo, seja do ponto de
vista técnico, seja do administrativo. É um
incinerador que tem tecnologia apropriada para esse
tipo de destruição e que é todo monitorado por
dentro. Tivemos pré-testes e testes para assegurar
toda essa operação exemplar em termos de destruição
térmica por incineração", declarou.
Para órgãos ambientais paulistas, a incineração a
ser feita pela Cetrel servirá de modelo para uma
futura decisão sobre o caso de São Vicente. O
secretário municipal de Meio Ambiente, Alexandre
Casasco, disse na quinta-feira, dia 22, à Agência
Brasil, que poderá exigir o mesmo procedimento caso
o processo de queima do material seja positivo.
Agencia Brasil
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