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Sem concluir ensino
médio, jovem passa em (6) faculdades de medicina
Na última semana, a
Justiça de São Paulo negou o pedido da família para
garantir a matrícula do jovem sem ter concluído o
ensino médio.
Leandro Bertolo, 17 anos, estava no segundo ano do
ensino médio de uma escola particular de São José do
Rio Preto (SP) quando prestou o vestibular para
medicina em diversas universidades públicas no final
do ano passado. Era para ser apenas um teste, mas o
jovem conseguiu a aprovação em seis instituições
públicas. Agora, a família luta para garantir na
Justiça o direito à matrícula mesmo sem ter
concluído o ensino médio.
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Na
última semana, a Justiça de São Paulo negou
o pedido do jovem para pudesse fazer a
matrícula na Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), a instituição escolhida por
Leandro para fazer o curso superior. No
entanto, a família decidiu entrar com um
recurso. "Temos informações de vários casos
semelhantes que a Justiça permitiu o
ingresso dos estudantes no curso superior
sem a conclusão do terceiro ano. Mas aqui em
São Paulo os juízes são mais conservadores",
disse a mãe do jovem, Eny Bertolo.
Foto:
guiadoestudante.abril.com.br |
Ela espera ter uma posição favorável até o começo de
março, quando começam as aulas na universidade. Além
da Unifesp, ele foi aprovado no vestibular para a
Escola Paulista de Medicina e da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC). Com a nota do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ele ainda
garantiu vaga na Universidade Federal de Ciências da
Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e na Universidade
Federal de São Carlos (Ufscar).
O jovem também fez os vestibulares para medicina na
Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de
Campinas (Unicamp), mas como essas instituições
contam com a opção de se inscrever como treineiro -
apenas para testar os conhecimentos - ele não
poderia pleitear a matrícula. "O desempenho na USP e
na Unicamp também foi muito bom, a média dele era de
aprovado em medicina", diz a mãe ao afirmar que o
filho sempre foi muito estudioso. "Nunca tirou uma
nota abaixo de nove", complementa.
Segundo Eny, no colégio onde
Leandro estuda, todo o conteúdo do ensino médio foi
ensinado no primeiro e no segundo anos. "O terceiro
ano é apenas para uma revisão geral para o
vestibular. No recurso que vamos apresentar até
amanhã vamos deixar bem claro que ele não estará
perdendo nenhum conteúdo". Segundo ela, o filho
alcançou uma pontuação bem acima da média no Enem
(800 pontos em uma escala que vai de 0 a 1 mil), o
que deveria ser suficiente para permitir o ingresso
na universidade.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC),
qualquer estudante com mais de 18 anos que tenha
alcançado pelo menos 450 pontos no Enem pode pedir à
secretaria da Educação do seu Estado o certificado
de conclusão do ensino médio. No entanto, os jovens
menores de 18 que não tenham concluído o ensino
médio precisam entrar com uma ação na Justiça para
garantir a obtenção do certificado. Terra
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