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Entre
as melhores escolas, só 10% são públicas
Nota média das 24.842
instituições caiu em relação à edição 2010 do exame.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta
quinta-feira as médias das escolas brasileiras no
Enem 2011. Só foram reveladas as notas de 10.076
instituições, cuja participação de alunos no Enem
foi igual ou superior a 50%. Os registros levam em
conta as médias obtidas pelos alunos de cada unidade
de ensino nas provas de ciências humanas, ciências
da natureza, linguagens e matemática. A prova de
redação não é mais utilizada para cálculo da média.
No da lista aparece o
Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo, com média
de 737,15 pontos. Em seguida, estão os colégios
Elite Vale do Aço, de Ipatinga (MG), Bernoulli, de
Belo Horizonte (MG), Vértice, de São Paulo (SP), e
Ari de Sá Cavalcante, de Fortaleza (CE). Entre as
dez primeiras colocações, nove colégios são
particulares e apena um é público, o Colégio de
Aplicação da Universidade de Viçosa (UFV), em Minas
Gerais, na oitava posição.
Confira a lista dos dez primeiros colocados:
1- Colégio Objetivo Integrado - São Paulo (SP)
2- Colégio Elite Vale do Aço - Ipatinga (MG)
3- Colégio Bernoulli - Unidade Lourdes - Belo
Horizonte (MG)
4- Colégio Vértice - São Paulo (SP)
5- Colégio Ari de Sá Cavalcante - Fortaleza (CE)
6- Instituto Dom Barreto - Teresina (PI)
7- Colégio Integrado Objetivo de Mogi das Cruzes -
Mogi das Cruzes (SP)
8- Colégio de Aplicação da UFV - Viçosa (MG)
9- Colégio Santo Antônio - Belo Horizonte (MG)
10- Colégio São Bento - Rio de Janeiro (RJ)
O Colégio Objetivo Integrado obteve a maior média
nas quatro áreas do conhecimento. Entretanto, em
redação, a escola paulista conseguiu apenas a 31ª
melhor nota. Na dissertação, o Colégio Elite Vale do
Aço figura na primeira colocação, com uma média de
830,3 pontos. O Colégio São Bento, do Rio de
Janeiro, primeiro colocado no ranking geral de 2010,
caiu para a décima posição. Ele é o único
representante fluminense entre as dez melhores
escolas do país.
Entre as cem primeiras colocadas, a participação das
públicas se mantém em 10%. Oito das dez escolas são
federais e duas, estaduais. São elas: Colégio de
Aplicação da UFV (MG), Colégio de Aplicação da UFPE
(PE), IFES Campus Vitória (ES), Colégio Militar de
Belo Horizonte (MG), Instituto de Aplicação da Uerj
(RJ), Colégio Militar de Porto Alegre (RS), Escola
Técnica Estadual de São Paulo (SP), Colégio Técnico
da UFMG (MG), Colégio Pedro II (RJ) e Universidade
Tecnológica Federal do Paraná (PR).
Ainda no grupo das cem, 77 são da região Sudeste,
sendo 31 de São Paulo, 23 do Rio, 20 de Minas Gerais
e três do Espírito Santo. Outras 15 são do Nordeste,
sendo cinco do Ceará, quatro do Piauí, quatro de
Pernambuco e duas da Bahia. Da região Centro-Oeste,
cinco escolas figuram na lista: três de Goiás e duas
do Distrito Federal. Três escolas são do Sul, duas
do Paraná e uma do Rio Grande do Sul.
Entre as 50 piores unidades, todas são públicas: 49
estaduais e uma municipal. Dessas, 24 estão no
Nordeste; a maioria, no Maranhão. O pior, o Colégio
Estadual Aquiles Lisboa, em São Domingos do Azeitão,
no Maranhão, obteve média geral de apenas 339 pontos
do total de 1.000.
Da listagem de 10.076 escolas divulgada pelo MEC,
5.278 são públicas (52,3%) e 4.798, particulares
(47,7%). A nota média dessas unidades é de 519,08
pontos, mas as privadas saíram-se melhor: 560,58
pontos, ante 481,35 das públicas. Para o cálculo, só
foram considerados estabelecimentos com no mínimo
dez alunos e em que ao menos 50% dos estudantes
realizaram o exame. O ministro da Educação, Aloizio
Mercadante, afirmou que o método pretendeu evitar
que um estabelecimento com número pequeno de
participantes distorcesse a percepção final dos
resultados.
Quando são consideradas as médias de todas as
escolas brasileiras – 24.842 instituições –,
constata-se queda no desempenho em relação a 2010. A
média de 511,21 pontos, registrada naquele ano, caiu
para 494,8 em 2011. Em 2010, contudo, a redação
ainda compunha a média final. Mercadante defendeu a
alteração alegando que a "redação é sempre uma
avaliação com critério de maior subjetividade".
O ministro disse ainda que o Enem não deve ser
encarado como um ranking de escolas. "É uma
avaliação dos estudantes, portanto é instrumento de
avaliação do estabelecimento escolar. E a natureza
das escolas é muito distinta", disse. "As escolas
que selecionam os estudantes, por exemplo, têm um
desempenho melhor do que aquelas que acolhem todos
os estudantes daquela região."
Informações da Veja Brasil
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