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Missa pelas vítimas da chuva
em Petrópolis tem protesto contra governo
Manifestantes aguardam a
chegada da presidente Dilma Rousseff para cobrar
ações de prevenção de desastres.
Um grupo de cerca de 30 pessoas protesta em frente à
Catedral de Petrópolis, onde a presidente Dilma
Rousseff vai participar, na noite desta
segunda-feira, de missa pelos 33 mortos pelas chuvas
que atingiram a cidade serrana na semana passada.
Com cartazes e gritos de ordem contra o que
classificam de omissão dos governos, eles pediram
que sejam tomadas decisões concretas para que não
haja mais mortes por causa das chuvas.
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"Queremos que o
governo faça a sua parte. O povo
petropolitano está cansado de tanta tragédia.
Existe mapeamento das áreas de risco da
cidade. O que o governo faz?", afirmou a
radialista Mirna Mariano Duarte, uma das
líderes do grupo.
Policiais militares do 26º BPM (Petrópolis)
chegaram a formar uma barreira à frente da
entrada principal da catedral, depois que o
prefeito da cidade, Rubens Bontempo, chegou.
Foi neste momento que os protestos ficaram
mais exaltados. "Chega de omissão, queremos
solução", gritavam os manifestantes,
segurando cartazes com dizeres como "Lamentar
não ressuscita ninguém". |
Mãe de Drucilane, uma das vítimas da chuva, a
vendedora Aparecida de Souza Alves sentou-se na
primeira fileira de bancos da catedral, de onde
pretende rezar pela alma da filha e de dois netos -
Rodrigo Vale Junior, 4 anos, e João Vitor Vale
Luminato, 2 anos - que foram soterrados por
deslizamentos. A vendedora afirma que a filha se
mudaria para uma casa fora da área de risco na
semana da tragédia. "Eu não queria nem levantar da
cama, mas eu vim por causa da minha filha. Eu
precisava dela aqui agora e dos meus dois netos, mas
infelizmente acabou tudo", relembra.
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As vítimas viviam no bairro
Independência, uma das localidades mais atingidas
pelo temporal. Drucilane Luminato é filha de Jamil
Luminato, herói que salvou um bebê durante temporais
em 1981. Aparecida faz um apelo às autoridades. "Eu
quero sair de lá, mas não tenho para onde ir. As
autoridades sabiam as áreas consideradas de risco,
mas não fizeram nada. Cruzaram os braços", acusa.
Aparecida lembrou ainda o dia em que a filha morreu,
dias depois da tragédia, em um hospital da região.
"A minha filha só morreu depois que encontraram os
dois bebês dela. Na terça (19) de manhã fui visitá-la
no hospital e ela me pediu através de gestos que
tomasse conta das crianças e se despediu de mim.
Poucas horas depois, encontraram os dois filhos e
ela morreu", relembra.
Único sobrevivente de uma família de cinco pessoas,
Everton Noumouterbender conta que vive na casa de
amigos e tenta superar o trauma de perder toda a sua
família de uma única vez. "No fim de semana do
deslizamento eu estava no quartel e só fiquei
sabendo que minha família havia sido soterrada por
mensagem de celular passadas por vizinhos e amigos.
Com minha casa destruída e sem familiares, só me
restou pedir abrigo na casa de amigos. A saudade
está braba e a missa conforta um pouco a gente, mas
não é tudo", lamenta.
Com informações do Jornal do Brasil.
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