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Fim de acordo tarifário entre Bolívia e EUA pode prejudicar Morales

da Efe, em La Paz

O presidente da Câmara de Exportadores de La Paz, Guillermo Pou Mont, disse hoje que se a Bolívia não renovar a ATPDEA (Lei de Promoção Comercial Andina e Erradicação de Drogas, na sigla em inglês) com os EUA, a cidade mais afetada seria El Alto, reduto eleitoral do presidente Evo Morales.

Pou Mont explicou à Agência Efe que El Alto, a cidade mais pobre do país e da América do Sul, na fronteira com La Paz, "foi se constituindo como sua zona industrial' e se não for renovado o ATPDEA, "o efeito direto da perda de emprego" se daria entre os habitantes dessa cidade.

A ATPDEA, que vence no final deste ano após ser ampliada em fevereiro passado, libera tarifas nos EUA para milhares de produtos de Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, como incentivo à luta contra o narcotráfico.

A lei foi aprovada, pela primeira vez, em 1991 por um período de 10 anos e, posteriormente, foi sendo prorrogada em 2001, 2006, 2007 e a última vez em fevereiro de 2008.

A sucessão de atritos do Governo de Evo Morales com os EUA, e a retirada singular da Usaid (United States Agency for International Development, agência econômica e de ajuda humanitária dos EUA) da região cocaleira de Chapare, poderiam dificultar uma nova ampliação da ATPDEA para a Bolívia.

Pou Mont explicou que "se a ATPDEA não for renovada, teria que começar a pagar tarifa e, assim, perderia competitividade com a oferta do Peru" que exporta "produtos similares".

Isto teria "conseqüências muito delicadas especialmente para El Alto, e para todo o departamento de La Paz", acrescentou o empresário.

Assim, seria prejudicada uma das principais fortificações do governo de Evo Morales, que segundo as últimas pesquisas contaria com um respaldo em El Alto de quase 80%, e mais de 65% em La Paz.
 


 

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