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Senado espanhol aprova Tratado de Lisboa
da Efe, em Madri
O plenário do Senado, Câmara Alta do Parlamento espanhol, aprovou nesta
terça-feira a ratificação do Tratado de Lisboa. A Espanha se tornou no 23º país
da União Européia (UE) a referendar o texto.
O projeto de lei orgânica que autoriza a ratificação do novo Tratado recebeu 232
votos a favor, seis contra e duas abstenções.
A aprovação no Senado era o último trâmite depois que o acordo já havia sido
referendado pelo Congresso dos Deputados, onde obteve maioria de 97,5% dos
votos.
O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, considerou a
aprovação um "momento histórico", apesar das "dúvidas" originadas com a vitória
do "não" no plebiscito da Irlanda.
O Tratado recebeu o respaldo de todos os grupos majoritários e só votaram contra
os independentistas catalães do ERC, e os senadores do Bloco Nacionalista Galego
e do Bloc per Mallorca.
Assim que a ratificação for aprovada pelas Cortes Gerais, o Tratado e a lei que
o acompanha serão assinados pelo rei Juan Carlos I.
A nova ordem entraria em vigor em 1º de janeiro de 2009, mas, após o "não" no
plebiscito irlandês, ficou condicionada à solução que fosse encontrada.
O tratado ainda precisa ser referendado por Suécia, Itália e República Tcheca.
Moratinos, que discursou no Senado em nome do Governo, afirmou que o acordo fará
com que a UE enfrente com "mais legitimidade e eficácia" os desafios do século
21 e os problemas dos cidadãos.
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