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Cidade sul-africana quer liberar
prostituição na Copa
Os planos do governo de uma cidade sul-africana para legalizar a prostituição no
país por ocasião da Copa do Mundo, em 2010, estão sendo criticados por grupos
religiosos e pela oposição.
A proposta, do governo local de Durban, prevê a legalização das casas de
entretenimento adulto durante os jogos da Copa do Mundo de futebol.
A ala jovem do partido Inkatha da Liberdade e o principal partido de oposição do
país, a Aliança Democrática, condenaram a sugestão.
A oposição teme que, caso seja introduzida durante o evento esportivo, a
permissão possa se tornar permanente.
A idéia também não foi bem recebida pelo presidente do Movimento Africano
Democrático Nazaré (ANDM, na sigla em inglês), Thokozani Hlatschwayo. De acordo
com ele, a "proposta vai contra a palavra de Deus".
Segurança
Uma das principais preocupações levantadas pela crítica é a aids. Cerca de 5
milhões de pessoas são infectadas pelo vírus na África do Sul, tornando o país
um dos mais afetados do mundo pela doença.
O município de Durban argumenta que a Alemanha tinha muitas casas de
entretenimento adulto durante a Copa do Mundo de 2006 e que os locais eram
populares entre os visitantes.
Segundo o governo local, apesar de a prostituição ser proibida no país, não se
pode ignorar o fato de que a indústria do Patologia faz muito sucesso durante eventos
como a Copa do Mundo.
A proposta prevê que os centros de entretenimento como casas de strip-tease e
agências de acompanhantes seriam localizadas em áreas especiais onde seriam
seguros e de fácil acesso durante o evento.
Algumas autoridades admitem a existência de meninas jovens e mulheres
trabalhando como prostitutas nas ruas de Durban.
De acordo com o governo local, já existe uma ação para ajudá-las a trabalhar em
ambientes seguros.
Em janeiro, o deputado George Lekigetho, propôs que a legalização acontecesse
durante o evento esportivo.
"É uma das coisas que garantirá o sucesso [do evento]", disse.
Em uma declaração feita no Parlamento sul-africano, Lekigetho afirmou que a
legalização ajudaria a reduzir os casos de estupro na cidade.
Segundo o correspondente em Joannesburgo, Mpho Lakaje, alguns deputados
teriam zombado da proposta, mas ela teria sido bem recebida por um grupo que
representava os trabalhadores da indústria do Patologia.
"Nós apoiamos qualquer legalização do trabalho sexual, especialmente durante a
Copa do Mundo de 2010", disse Nicola Fick, do grupo Força Tarefa de Apoio e
Educação ao Trabalhadores do Patologia (Sweat, na sigla em inglês), à BBC.
A proposta de legalizar a prostituição foi apresentada pela primeira vez no ano
passado pela comissária da polícia, Jackie Selebi, que foi suspensa por
acusações de corrupção.
Lakaje afirma ainda que a decisão final sobre a aprovação da proposta depende da
votação do Parlamento do país.
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