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Filho de joalheiro morto por Battisti participará de ato por extradição de italiano


da Ansa, em Roma

Alberto Torregiani, filho de um joalheiro italiano cujo assassinato é atribuído a Cesare Battisti, participará nesta quinta-feira de um protesto diante do consulado brasileiro em Milão exigindo a extradição do ex-ativista.

O grupo conservador MPI (Movimento pela Itália) organizou para amanhã duas manifestações contra o refúgio político concedido a Battisti: uma diante da embaixada brasileira em Roma, da qual participará a líder do grupo, Daniela Santanche; e outra diante do consulado brasileiro em Milão, com Alberto Torregiani.

O MPI também informou que continua hoje a greve de fome iniciada ontem por quatro expoentes do grupo, em repúdio contra a posição brasileira no caso Battisti.

O assassinato de Pierluigi Torregiani, morto em Turim em 16 de fevereiro de 1976, é um dos quatro homicídios pelos quais o ex-ativista foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana, em julgamento realizado em 1993.

Na ocasião do julgamento, Battisti estava na França e gozava da proteção oferecida pelo governo do presidente socialista François Mitterrand, que se recusou a extraditá-lo. Em 2004, o ex-ativista fugiu para o Brasil e, três anos depois, foi preso no Rio de Janeiro.

Na última semana, o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu a Battisti o status de refugiado político, o que garante que ele deixe a prisão e possa trabalhar e morar no Brasil. O ministro brasileiro argumenta que a decisão foi baseada na "existência fundada de um temor de perseguição" contra Battisti, que alega inocência.

A decisão gerou tensão entre Brasília e Roma, e levou a Itália a emitir um pedido oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a decisão seja revista.

 

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