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Bolívia registra 4.000 casos de dengue na fronteira com o Brasil
da Efe
O ministério da Saúde da Bolívia divulgou nesta terça-feira o
registro de mais de 4.000 casos de dengue, somente neste ano, na região leste de
Santa Cruz de La Sierra. Segundo o chefe do Departamento de Epidemologia, Juan
Carlos Arraya, a epidemia também tem afetado as cidades que fazem fronteira com
o Brasil, como Guayaramerín (no departamento de Beni) e Cobija ( capital da
região de Pando).
Alguns hospitais de Santa Cruz estão lotados com o aumento das crianças afetadas
pela epidemia transmitida pelo mosquito "aedes aegypti", que colocou o país em
estado de emergência sanitária desde o início do ano. Ao todo, 5.000 casos foram
registrados no país em um mês.
Os sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, náuseas, vômitos, podendo a
modalidade hemorrágica levar a morte. Arraya afirmou ainda que os médicos
investigam a morte de um bebê na zona rural de Santa Cruz, que poderá ser o
quarto óbito em decorrência da epidemia.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, se reuniu na noite desta segunda-feira
(26) com os ministros para avaliar a situação sanitária do país, e segundo a
imprensa local, o Executivo afirmou ter um plano de atuação das Forças Armadas
em municípios, universidades e instituições estrangeiros.
Referendo
Em meio a epidemia de dengue, o governo conseguiu a aprovação do referendo
constitucional no último domingo (25), com uma vitória apertada: 56,8%, com
49,7% do total de urnas apurado. Segundo analistas, o resultado destaca a
divisão do poder no país e agrava a governabilidade de Morales
Segundo dados da de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela
Corte Nacional Eleitoral (CNE), o projeto constitucional promovido pelo governo
de Morales tem 1.024.649 votos, enquanto o texto era rejeitado por 778.320
bolivianos, ou 43,1% do total.
Com a aprovação do referendo, o presidente poderá concorrer a dois mandatos
consecutivos, o que era, até então, proibido pela atual Constituição. Assim, a
aprovação do texto no referendo abre caminho para que Morales convoque novas
eleições e concorra novamente ao cargo de presidente.
O texto também prevê a instituição do segundo turno em eleições. Atualmente,
quando nenhum dos candidatos consegue atingir mais da metade dos votos, é o
Congresso quem decide quem será o novo presidente entre os dois mais votados.
Também se estabelece a possibilidade da convocação de referendos revogatórios de
mandatos.
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