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Manifestante atira sapato contra primeiro-ministro
chinês
Um manifestante atirou nesta segunda-feira um
sapato na direção do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que pronunciava um
discurso sobre economia global na Universidade de Cambridge, ao norte de
Londres, no último dia de sua visita ao Reino Unido. O episódio foi similar ao
par de sapatos lançados por um jornalista iraquiano contra o ex-presidente dos
Estados Unidos George W. Bush, uma cena que se tornou símbolo do legado negativo
do republicano.
Darren Staples/Reuters

Segurança pega tênis lançado contra o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao
O manifestante, que não teve a identidade revelada, se levantou e arremessou um
tênis na direção do primeiro-ministro chinês e gritou "Como a universidade pode
se prosternar diante deste ditador?". Ele foi imediatamente expulso do local. O
sapato não atingiu o primeiro-ministro e foi parar no palco, a cerca de um metro
de Jiabao.
Em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown,
Jiabao afirmou nesta segunda-feira que a China está disposta a trabalhar com a
comunidade internacional para ajudar o mundo a sair da recessão.
"A China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para ajudar o
mundo a se recuperar desta recessão global", afirmou Wen. "Sabemos que esta é
uma crise global e que nenhum país está imune a ela", acrescentou Wen,
destacando que a prioridade deve ser ajudar os países menos desenvolvidos.
Também nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura chinês afirmou que mais
de 20 milhões de imigrantes rurais internos que trabalhavam nas indústrias
chinesas já perderam seu emprego.
O diretor do Escritório do Grupo Central de Trabalho Rural, Chen Xiwen, afirmou
que cerca de 15,3% dos 130 milhões de trabalhadores imigrantes da China
retornaram a suas terras natais sem trabalho. No entanto, outros órgãos
contabilizam mais de 200 milhões de imigrantes desempregados no gigante asiático
por esta razão.
A taxa oficial de desemprego urbano no final de 2008 ficou em 4,2%, o nível mais
alto desde 2003, e isso sem incluir os mencionados milhões de camponeses que
viajam para as grandes cidades em busca de trabalho e que não são registrados
neste índice. Segundo um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais (Cass),
caso se inclua essa massa de imigrantes, o índice real de desemprego na China
chega a 9,4%.
Com France Presse, Efe, Reuters
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