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Alemanha critica protecionismo do plano econômico
de Obama
da France Presse, em Berlim
A chanceler alemã, Angela Merkel, lançou uma
advertência nesta terça-feira contra o protecionismo depois que a Câmara de
Representantes americana propôs uma cláusula em favor da compra de produtos
locais, como parte do plano de estímulo apresentado pelo presidente Barack Obama.
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"Devemos evitar o protecionismo", afirmou Merkel em entrevista à imprensa,
acrescentando que falou sobre esta questão por telefone com Obama.
"O protecionismo é uma má resposta à crise internacional", acrescentou Merkel,
questionada sobre as consequências que teria a adoção definitiva desta cláusula.
Um dos artigos do plano americano veta a compra de ferro e aço estrangeiros para
projetos de infraestrutura nos EUA financiados pelo plano de estímulo, a menos
que a oferta americana seja insuficiente ou que seu preço aumente seu custo
final em mais de 25%.
A disposição não passou despercebida no exterior --a análise recorrente é que
isso seria uma violação das regras de livre comércio e da OMC (Organização
Mundial do Comércio).
A Comissão Europeia advertiu que não ficará com os braços cruzados se a cláusula
permanecer no texto final. Canadá e França se mostraram preocupados, e a Itália
chegou a fazer uma denúncia na OMC. A mesma postura foi adotada pelo Brasil, um
dos maiores exportadores de aço e ferro do mundo.
A questão é especialmente sensível na Alemanha, primeiro exportador mundial, que
conta com vários pesos pesados da siderurgia mundial.
O projeto está agora no Senado americano, onde enfrenta a forte oposição da
minoria republicana.
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