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Colômbia agradece ajuda do Brasil em libertação de
reféns e retoma missão em Cali
O governo colombiano afirmou "não ter palavras"
para expressar o agradecimento do Brasil na missão humanitária para a libertação
de reféns em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e
prometeu retormar nesta quarta-feira a missão humanitária em Cali. A informação
foi divulgada pelo jornal "El Colombiano".
Fernando Vergara/AP

Ex-refém Alan Jara se reúne com seu filho, Felipe, e com sua mulher, Claudia
Rujeles, após ser libertado pelas Farc
"[o chanceler, Jaime] Bermúdez, que está em viagem pela Europa, expressou
profundos agradecimentos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro
das Relações Exteriores Celso Amorim e o embaixador em Bogotá, Valdemar Carneiro
Leão e confirmou para o dia 17 de fevereiro uma viagem a Brasília do presidente
colombiano, Álvaro Uribe, o chanceler Bermúdez e o ministro do Comércio, Luis
Guillermo Plata, para falar das relações bilaterais", informou o jornal.
Nesta quarta-feira, a missão humanitária integrada pela Cruz Vermelha e a
senadora Piedad Córdoba viaja a Cali para se preparar para o resgate de
Sigifredo López. O ex-deputado é mantido refém desde 2002 e é o único
sobrevivente de um grupo de 12 deputados provinciais assassinados, em cativeiro,
no dia 18 de junho de 2007.
López será o sexto refém libertado nos últimos dias. As ações tiveram início no
domingo (1º), com a libertação dos policiais Alexis Torres, Juan Galicia e José
Lozano e o soldado William Domínguez, em cativeiro desde 2007 pelas Farc. Nesta
terça-feira (3), o ex-governador do Departamento de Meta, Alan Jara, foi
libertado durante a missão humanitária.
Após o encontro com a família, Jara acusou Uribe de não fazer nada pelos
sequestrados. Na primeira aparição horas depois da libertação, Jara disse que a
atitude do presidente indicava "que lhe convém a situação de guerra vivida no
país".
Repercussão
O presidente colombiano Alvaro Uribe revidou as críticas de Jara com uma
advertência às Farc de que "não se deixará enganar", tendo reafirmado a política
de luta contra a guerrilha. O alto comissário para a Paz da Colômbia, Luis
Carlos Restrepo, apresentou em seguida a renúncia ao presidente, segundo o site
da revista Semana.
À tarde, Restrepo deixou inesperadamente a cidade de Villavicencio, onde
representava o governo na operação que libertou o ex-governador Alan Jara. Pouco
antes, uma ordem do palácio de governo havia revertido uma decisão dele: a de
vetar a presença de jornalistas no aeroporto em que Jara chegaria. É a quarta
vez que ele pede demissão desde 2002. Uribe ainda não se pronunciou.
Também nesta terça-feira (2), o jornalista colombiano Holman Morris afirmou ter
sido detido na segunda-feira pela polícia e pelo Exército colombianos, que
tentaram apreender o material gravado por ele no local das primeiras libertações
das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no domingo (1º), na selva.
Bogotá diz que os ex-reféns contaram que Morris foi tendencioso ao lhes
entrevistar junto às Farc. Jornalista independente, Morris é correspondente da
Radio França Internacional (RFI).
Com Efe, France Presse e "El Colombiano"
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