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Obama anunciará nesta sexta-feira plano para
retirada do Iraque
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
anunciará nesta sexta-feira sua estratégia para a retirada de soldados
americanos do Iraque, informou seu porta-voz Robert Gibbs. Q retirada das tropas
foi uma das principais promessas de Obama durante a campanha presidencial --ao
contrário de seu rival republicano, John McCain e de Hillary Clinton, com quem
disputou a candidatura democrata, Obama votou contra a autorização do Senado
para que o governo de George W. Bush (2001-2009) invadisse o Iraque.
"Parece que ele está privilegiando a opção de um prazo de 19 meses", disse um
funcionário que preferiu não ser identificado. Se esse prazo for respeitado,
Obama cumpriria o compromisso de campanha de forma um pouco mais lenta que a
prometida. No ano passado, Obama garantiu que repatriaria a maior parte das
tropas de combate dentro de um prazo de 16 meses após sua posse.
Em outra indicação da determinação do governo americano em retirar as tropas do
Iraque, a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse nesta quinta-feira ao
Conselho de Segurança da ONU que o seu país vai agir de forma "responsável e
segura" para reduzir sua presença no país árabe de acordo com "um novo caminho"
que a administração Obama adotaria.
O presidente americano tem afirmado repetidamente que pretende reforçar as
tropas americanas no Afeganistão, onde a violência tem aumentado com ataques
feitos pelo grupo radical islâmico Taleban, que governou o país até o final
2001. Naquele ano, os talebans foram derrubados por uma coalizão liderada pelos
EUA, na sequência dos ataques de 11 de Setembro que mataram 3.000 americanos. Os
talebans davam abrigo à rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden,
mentor dos ataques.
Uma fonte do governo informou que Obama espera que os gastos do país com as
guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões (R$ 329 bilhões)
neste ano.
Há atualmente mais de 140 mil soldados americanos no Iraque. O país foi invadido
em 2003, sob a alegação de que o ditador Saddam Hussein conduzia programas para
produzir armas de destruição em massa, o que não foi provado. O governo de
George W. Bush enfatizou posteriormente que a invasão derrubou um ditador e
permitiu os primeiros passos para o estabelecimento de uma democracia que
poderia ser vir de modelo aos outros países da região.
Com France Presse e Reuters
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