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Expulsão de ONGs do Sudão ameaça deixar mais de um
milhão sem comida
As 13 ONGs expulsas do Sudão respondiam juntas
por metade da ajuda humanitária distribuída na Província de Darfur e a
interrupção de suas atividades põe em perigo a sobrevivência de mais de 1 milhão
de pessoas, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).
O governo do Sudão decidiu expulsar nesta quarta-feira (4) as organizações de
assistência humanitárias estrangeiras de seu território, pouco depois do
Tribunal Penal Internacional (TPI) emitir uma ordem de detenção contra o
presidente sudanês, Omar al Bashir. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF)
anunciou a retirada de 70 trabalhadores no mesmo dia.
Philip Dhil/Efe

Presidente do Sudão ironiza decisão de tribunal, dança para a população e
condena "traidores"; 300 mil morreram nos conflitos
"Com a saída das ONGs e se o governo não reconsiderar sua posição, 1,1 milhão de
pessoas ficarão sem comida, 1,5 milhão ficarão sem cuidados médicos e mais de um
milhão sem água potável", explicou a porta-voz do gabinete de coordenação para
Assuntos Humanitários da ONU, Elizabeth Byrs.
De acordo com o porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Rupert
Colville, privar deliberadamente a um grupo tão grande de civis de meios de
sobrevivência é um ato deplorável.
A ONU fornece assistência humanitária, em grande parte em cooperação com ONGs
internacionais e locais, a 4,5 milhões de pessoas no país, das que 2,7 milhões
refugiadas.
Pelo menos 13 organizações foram obrigadas a abandonar o Sudão depois que a
Corte Penal Internacional (CPI) de Haia emitiu uma ordem de prisão por crimes de
guerra e contra a humanidade para o presidente sudanês, Omar al-Bashir.
Com France Presse e Efe
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