Fãs
protestam durante audiência do médico de Michael Jackson
Em razão da audiência na Suprema Corte do ex-médico
pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, fãs do "rei
do pop" realizaram protestos em frente ao local nesta
segunda-feira (5).
Os fãs do astro se reuniram em frente ao tribunal antes
mesmo da chegada do médico, que é acusado de homicídio
involuntário. Murray alega ser inocente.

Após a morte de Michael, o médico ficou em liberdade
pagando uma fiança depois que as autoridades
apresentaram oficialmente acusações contra ele ao
considerar que existem evidências de que ele tem
responsabilidade na morte repentina do cantor no dia 25
de junho de 2009.
A autópsia determinou que Jackson perdeu a vida por
causa de uma intoxicação aguda de remédios,
especialmente de um potente anestésico de nome propofol,
que Murray admitiu ter fornecido ao artista para,
segundo suas palavras, ajudar-lhe a conciliar o sono. O
magistrado Keith L. Schwartz fixou uma fiança de US$ 75
mil, retirou o passaporte de Murray e o proibiu de
receitar sedativos a seus pacientes. Murray pagou a
quantia e voltou ao trabalho, embora a promotoria tenha
apresentado posteriormente uma solicitação para revogar
a licença do médico na Califórnia, como exigiram as
autoridades sanitárias do estado.
A defesa solicitou ao juiz Schwartz que despreze esse
pedido devido à má situação financeira de seu cliente
que, segundo o advogado Ed Chernoff, "está na corda
bamba" econômica e precisa de renda para enfrentar o
julgamento. Murray estima que se perder sua licença
californiana, as autoridades de Texas e Nevada poderiam
adotar a mesma medida e ficaria sem poder atuar nos
estados onde trabalha.
O profissionalismo de Murray continuou sendo questionado
após ele ser acusado da morte de Michael Jackson. Em
março, Alberto Álvarez, antigo guarda-costas e chefe de
logística de Michael, assegurou que o médico atrasou
deliberadamente a chamada aos serviços de emergência no
dia da morte do "rei do pop" para recolher evidências
dos remédios existentes no quarto do cantor.
Declarações consideradas ridículas pela defesa de Murray
e que poderiam ter sido o detonante da demissão de
Álvarez, que perdeu seu emprego com a família Jackson
poucos dias depois de se conhecer seu testemunho.