Novas sanções contra Irã serão as mais
duras
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton,
afirmou nesta terça-feira que a quarta rodada de sanções
no Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, que devem
ser votadas nesta quarta-feira, são as mais duras que o
país já enfrentou. "Estas são as sanções mais
significativas que o Irã já enfrentou", afirmou Hillary
a jornalistas na capital do Equador.
"A quantidade de unidade que foi gerada pela comunidade
internacional é muito significativa", acrescentou ela. O
embaixador mexicano na Organização das Nações Unidas
(ONU), Claude Heller, atual presidente do Conselho de 15
nações, disse a repórteres que a reunião irá ocorrer às
11h desta quarta (horário de Brasília), após um acordo
sobre a lista dos alvos das sanções.
Diplomatas ocidentais esperam que os 12 membros do
Conselho, incluindo todos os cinco com poder de veto,
votem pela resolução. Brasil, Turquia e Líbano devem ser
contrários às sanções.
Perguntada se a possibilidade de dois ou três votos
contra as sanções serem interpretados como um fracasso
para os Estados Unidos, Hillary disse a repórteres: "Eu
não irei comentar algo que ainda não aconteceu. A
votação está marcada para amanhã".
Também nesta terça, o parlamento iraniano informou que
vai reconsiderar a cooperação de seu país com a Agência
Internacional de Energia Atômica (AIEA) caso o Conselho
de Segurança das Nações Unidas aprove o novo pacote de
sanções imposto pelos americanos. A afirmação foi dada
pelo presidente da Comissão de Segurança Nacional e
Relações Exteriores do parlamento iraniano, Alaedin
Boroujerdi, em declarações reproduzidas pela emissora
estadual.
No entanto, Boroujerdi se mostrou confiante no fato de
países como China e a Rússia, que têm direito a veto no
Conselho de Segurança, "aguentarem a pressão dos EUA
pela aprovação da resolução". "Porém, o Parlamento
votará uma proposta de lei para reconsiderar as relações
com a AIEA se as sanções forem aprovadas", reiterou.