Matar Ahmadinejad seria como matar
Hitler, diz deputado israelense
O deputado ultradireitista israelense Arieh Eldad
afirmou nesta qurta-feira que Israel deveria aproveitar
a visita ao Líbano do presidente iraniano, Mahmoud
Ahmadinejad, para assassiná-lo. "Matar hoje a
Ahmadinejad seria como ter matado Hitler em 1939", disse
à rádio pública israelense, do partido União Nacional,
que está na oposição e conta com quatro dos 120 assentos
do Parlamento israelense.
Eldad ressaltou que "a História e, certamente, a sorte
do povo judeu" teriam sido "bem diferentes se em 1939
(ano em que começou a Segunda Guerra Mundial) algum
soldado judeu tivesse conseguido matar Hitler".
O legislador ultranacionalista defendeu que o presidente
iraniano "não deveria retornar vivo para casa" se,
amanhã, quando visitar a fronteira entre Líbano e
Israel, "uma espingarda do Exército israelense o tiver
no ponto de mira".
"O Estado de Israel, que foi fundado para que o povo
judeu sempre fosse responsável pelo seu próprio destino
e nunca afrontasse de novo o perigo de extermínio, está
hoje em dia em posição de matar, no sul do Líbano, o
homem que deslegitima sua existência e ameaça
aniquilar", argumentou.
Ahmadinejad foi recebido hoje em Beirute pelo chefe do
Parlamento libanês, Nabih Berri, ministros e deputados
do grupo xiita Hisbolá, enquanto milhares de pessoas
faziam ondear fotos com sua imagem e bandeiras dos dois
países.