Agência defende mulher demitida por
xingar chefe na web
A National Labor Relations Board , uma agência federal
independente que defende os direitos dos trabalhadores,
considerou ilegal a demissão de uma mulher por falar mal
do chefe no Facebook. A técnica de emergências médicas
de uma companhia de ambulâncias de Connecticut desabafou
na rede social depois que seu supervisor exigiu um
relatório sobre sua conduta após reclamações de
clientes, segundo o site Digital Trend.
"Amo o fato de uma empresa permitir que um 17 (um código
para paciente psiquiátrico) seja supervisor", escreveu
ela em sua página no Facebook, seguido de alguns
palavrões. Outros colegas também acrescentaram
comentários negativos sobre o chefe.
Apesar de a empresa alegar que a funcionária foi
demitida com base em seu desempenho profissional, a
agência considerou que a demissão feriu os direitos
garantidos pela Primeira Emenda da Constituição
norte-americana, diz o site.
Em entrevista ao The New York Times, o diretor da
agência que tomou a decisão disse que "se os
funcionários estão chateados com seu supervisor e se
juntam em seu tempo livre para falar dele, criticá-lo,
eles podem fazer isso".
Depois de inúmeras demissões por desabafos em redes
sociais, essa é primeira vez que a Justiça decide a
favor de um funcionário, segundo o Digital Trend. Em
janeiro, uma audiência decidirá a legalidade da
demissão.