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Paix�o pode durar at� 48 meses; saiba explica��es cient�ficas

N�o h� quem n�o tenha experimentado ao menos uma vez na vida as sensa��es provocadas pela paix�o. De acordo com a ci�ncia, essa fase inicial do amor � uma altera��o cerebral, na qual um coquetel de horm�nios e subst�ncias provoca sinais como euforia, tremor nas m�os, palpita��o, mudan�a de humor, intensa saudade, depend�ncia emocional e, por fim, a observa��o somente das qualidades da pessoa amada.

A��o da paix�o no organismo traz uma sensa��o incontrol�vel e involunt�ria de prazer, inseguran�a e depend�ncia emocional
Foto: Shutterstock


Com esse quadro de �sintomas�, quem foi pego de surpresa pelo cora��o ainda experimenta sensa��es de intenso prazer, que ajudam a autoestima. Por outro lado, a paix�o mostra-se um tanto contradit�ria, j� que a mente tamb�m formula receios exagerados. �Estar apaixonado � experimentar um turbilh�o de emo��es, muitas vezes vol�veis, como medo, inseguran�a e d�vidas�, explica Cibele Fabichak, m�dica fisiologista e autora do livro �Patologia, Amor, Endorfinas & Bobagens�.

Para explicar essa fase, pesquisadores costumam dizer que certos horm�nios e subst�ncias - como a dopamina, a oxitocina e a endorfina - s�o produzidas em grandes quantidades, estimulando as �reas cerebrais do prazer, enquanto, simultaneamente, v�o inibindo algumas sess�es, reduzindo, assim, o discernimento cr�tico.

Os tr�s est�gios da paix�o
Estudos apontam que a biologia do ser humano apaixonado passa a se preparar para tr�s est�gios da paix�o, que podem ou n�o surgir em ordem. O primeiro consiste em sentimentos rom�nticos, pautado na uni�o e no desejo sexual, que deixam a pessoa um tanto �abobada�, j� que o c�rebro est� tomado por endorfina.

J� a segunda fase � aquela referente � atra��o f�sica, que pode causar perda de apetite, ins�nias e pensamentos distantes. Os horm�nios ainda est�o correndo, por�m, o apaixonado vai se tornando um pouco mais realista e a constante intimidade enfraquece gradativamente o idealismo.

O �ltimo momento da paix�o � baseado na liga��o emocional e na aceita��o incondicional, no qual a pessoa come�a a enxergar criticamente as qualidades e os defeitos de seu parceiro. Brigas e separa��es nesse est�gio s�o comuns, pois � chegada a hora para decidir se prosseguir com o relacionamento vale a pena ou n�o.

Por meio do mapeamento cerebral, foi descoberto que o estado mental alterado pela paix�o dura, geralmente, de 18 a 48 meses. �Durante esse per�odo, a qu�mica cerebral � marcada pelo prazer e pela euforia, mas, com o fim dessa fase, a checagem racional do amor � o pr�ximo passo da rela��o�, analisa Cibele.

Entretanto, a transforma��o da paix�o em amor � muito s�til e, apesar da m�dia apresentada, n�o tem data exata para acontecer, pois depende muito da rotina e do conv�vio do casal. Os fatores que acarretam essa mudan�a s�o o companheirismo, a cumplicidade, os interesses em comum, a inova��o, a toler�ncia, o respeito e tamb�m a intimidade.

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