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Pesticidas al�m de causar v�rias doen�as mortais
estimula o mal-de-Parkinson
Um grupo de
cientistas em torno do espanhol Francisco Pan-Montojo
confirmou a rela��o direta entre a exposi��o cr�nica
a pesticidas, o mal de Parkinson e a prote�na
envolvida na progress�o da doen�a, segundo um estudo
publicado nesta sexta-feira pela revista "Scientific
Reports".
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"Por
diz�-lo assim, descobrimos o mecanismo com o
qual os pesticidas induzem a propaga��o e o
in�cio do mal de Parkinson em ratos",
explica o neurocientista � Ag�ncia Efe.
Neste artigo, os especialistas confirmam sua
hip�tese de que "a exposi��o cr�nica a
pesticidas atuando no intestino, sem
necessidade de passar para o sangue, inicia
o mal de Parkinson que � transmitido atrav�s
dos nervos que conectam o intestino ao
c�rebro, at� afetar a subst�ncia negra".
Foto: ambietica.com.br |
A subst�ncia negra � uma faixa de cada lado do
mesenc�falo respons�vel pela produ��o de dopamina no
c�rebro.
"Esse � o momento no qual come�am os sintomas
motores (tremor, altera��o da postura e outros) que
s�o caracter�sticos da doen�a".
"Al�m disso, identificamos a prote�na que, passando
de um neur�nio para o seguinte, poderia ser o
respons�vel por esta propaga��o", assegura � Efe.
Em um estudo publicado na revista cient�fica "Plos
One" em 2010 foi demonstrado que "a patologia
existia, mas n�o por que existia".
Agora, os cientistas conseguiram determinar que "os
pesticidas � que aumentam a secre��o de (a prote�na)
alfa-sinucle�na, uma alfa-sinucle�na que �
normalmente modificada por parte dos neur�nios
ent�ricos".
Segundo o cientista espanhol, "essa alfa-sinucle�na
que sai das c�lulas pode ser tomada pelo neur�nio
que est� conectado com esta c�lula, com este
neur�nio do sistema nervoso do intestino".
O haver identificado o envolvimento da
alfa-sinucle�na no mal de Parkinson representa "mais
um passo para dar mais protagonismo a essa prote�na".
"O que descobrimos � que ela � modificada nestas
c�lulas de forma an�mala, come�a a ser secretada
para fora da c�lula, e ent�o � transportada at� a
seguinte c�lula, que � a que conecta com o sistema
nervoso central", explica Pan-Montojo.
A descoberta pode contribuir para "desenvolver
melhores testes in vitro para se ver a efetividade
de determinados f�rmacos, prevenir que a doen�a
progrida, projetar rem�dios que inibam a
alfa-sinucle�na de se agregar e de sofrer
m�-forma��o como acontece quando est� exposta a
pesticidas".
"Acho que � mais um passo para que os pol�ticos e a
sociedade sejam conscientes dos problemas que os
pesticidas causam", ressaltou.
Segundo o cientista, "talvez
seja o momento de tentar utilizar pesticidas que n�o
induzam estes problemas nas c�lulas ent�ricas, ou
seja, nas c�lulas do intestino, para que os
neur�nios do intestino n�o secretem essa subst�ncia".
"Durante os �ltimos meses foi demonstrado que a
alfa-sinucle�na sai das c�lulas e que pode se
transportar nas c�lulas, e isso demonstrava o que se
via, que a doen�a progredia", segundo o especialista.
"Agora, o fato de os pesticidas iniciarem essa
primeira sa�da da alfa-sinucle�na das c�lulas, dos
neur�nios, e que depois seja transportada para a
seguinte e que isso n�o modifica o neur�nio ao qual
chega etc. Isso � a primeira vez que se v�",
ressalta Pan-Montojo.
O grupo de cientistas observou em ratos que ao se
extirpar um dos nervos vagos - o simp�tico, que est�
conectado � medula espinhal - se atrasa o surgimento
do Parkinson. EFE
egw/ma
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