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Quantidade de planetas potencialmente habitáveis no Universo pode ser três vezes maior

Pesquisador estudou planetas de tamanho semelhante ao da Terra em zonas habitáveis ao redor de estrelas anãs, as mais comuns na nossa galáxia.

Representação de uma estrela anã vermelha (Getty Images)

Em sua pesquisa, Kopparapu recalculou a presença estimada de planetas de tamanho semelhante ao da Terra (de 0,5 a 1,4 vez o tamanho da Terra) existentes na zona habitável (região ao redor de uma estrela na qual planetas rochosos conseguem manter a presença de água em estado líquido e, consequentemente, com potencial de abrigar vida) de estrelas anãs com classificação espectral M.

Essas estrelas são frias em relação a outras estrelas (temperaturas entre 2100 e 3700 graus Celsius contra 5500 graus Celsius do Sol), de baixa massa (menos de metade da massa do Sol) e emitem a maior parte de sua luz na cor vermelha. "As estrelas de classificação espectral M são as mais numerosas na nossa galáxia. De 100 estrelas, cerca de 77 são anãs vermelhas e cerca de 8 são como o Sol", explica o pesquisador.

Kopparapu estima que, nas dez estrelas pequenas mais próximas da Terra é possível encontrar cerca quatro planetas potencialmente habitáveis — o que, segundo ele, ainda é uma estimativa conservadora. Além disso, o estudo afirma que a distância média até o planeta potencialmente habitável mais próximo é de sete anos-luz, quase a metade da distância estimada anteriormente.

 

Estudo - Os pesquisadores utilizam esse tipo de estrela para estudar planetas habitáveis por diversas razões. Além de ser mais comuns, a órbita dos planetas ao redor de estrelas anãs de tipo M é muito curta, o que permite que os cientistas reúnam dados de um número maior de órbitas em menos tempo.

O trabalho se baseia em um estudo recente, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Astrofísica Harvard–Smithsonian, nos Estados Unidos. Eles analisaram 3.987 estrelas anãs do tipo M para calcular o número de planetas encontrados nas zonas habitáveis dessas estrelas. Porém, esse estudo utilizava os limites de zonas habitáveis calculados em 1993, os quais, de acordo com Kopparapu, não estão de acordo com as estimativas mais recentes.

A nova estimativa é feita com base em um modelo desenvolvido pelo próprio Kopparapu e seus colaboradores, utilizando informações sobre absorção de água e dióxido de carbono que não estavam disponíveis em 1993. O pesquisador aplicou seu modelo ao estudo que havia sido feito por Harvard, e descobriu a existência de mais planetas do que se pensava nas zonas habitáveis.

"Utilizando o novo cálculo de zonas habitáveis descobri que existem cerca de três vezes mais planetas semelhantes à Terra em zonas habitáveis ao redor dessas estrelas de baixa massa do que era estimado antes", afirmou Kopparapu. Isso significa que antes, para cada 10 estrelas do tipo estudado, esperava-se encontrar 1,5 planeta habitável. Agora a estimativa é de 4,5 planetas para cada 10 estrelas.

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