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Mercado reduz previsão de crescimento e aposta em
aumento de juros
O mercado
financeiro elevou, pela terceira semana consecutiva,
sua previsão para taxa básica de juros da economia,
a Selic, segundo pesquisa Focus divulgada nesta
segunda-feira pelo Banco Central. Agora a
expectativa é de que a taxa encerre o ano em 8,5% -
no levantamento anterior, os economistas ouvidos
pelo BC projetavam a Selic em 8,25%. Atualmente, a
taxa está na mínima histórica de 7,25%.
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A perspectiva é
corroborada pelos discursos das autoridades
financeiras do país, como o próprio
presidente do BC, Alexandre Tombini, que
afirmou na última sexta-feira que pode tomar
novas medidas para conter a inflação.
Segundo ele, a alta de preços é preocupante
e causa distorções na economia. Além disso,
Tombini afirmou que as mudanças nos ciclos
monetários não acabaram, o que alimenta as
estimativas de que novos aumentos da Selic
devem vir nas próximas reuniões do Comitê de
Política Monetária (Copom). |
Tombini falou na sequência da divulgação, pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), do índice IPCA-15, considerado uma prévia da
inflação. No mês de março o indicador subiu 0,49%
ante fevereiro - uma desaceleração, em vista dos
0,68% de aumento mensal registrados em fevereiro
ante janeiro. O índice, contudo, registrou 2,06% de
alta acumulada no ano, bem acima dos 1,44%
registrados no primeiro trimestre do ano passado.
Assim, o IPCA-15 avançou 6,43% em 12 meses e encosta
no teto da meta do BC, de 6,5%. O centro da meta
estabelecida para inflação no país é de 4,5%. Em
fevereiro, o IPCA do mês cheio já havia chegado
próximo ao teto, ao acumular 6,31% em 12 meses.
Com isso, os analistas ouvidos
pelo BC também reduziram sua perspectiva para a
inflação no ano e para o crescimento da economia. No
caso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
o mercado aguarda alta de 5,71% em 2013, ante 5,73%
na semana passada, refletindo que o aumento da Selic
vai reprimir um pouco o consumo e resultar na queda
dos preços.
Contudo, a diminuição dos gastos dos consumidores
prejudica a atividade econômica e, assim, os
economistas ouvidos para o relatório Focus apostam
agora em alta de 3% do Produto Interno Bruto (PIB)
em 2013 e não mais 3,03%, como na semana passada.
Para 2014, a expectativa para a inflação e para o
crescimento econômico estão em 5,6% (ante 5,54% da
semana anterior) e 3,5% (inalterado),
respectivamente. (com agência Reuters)
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