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�ndios s�o retirados a for�a, mas prometem luta: 'N�o somos invasores'

�ndios protestaram contra a for�a usada pela pol�cia durante a retirada deles do pr�dio.

Depois da conturbada retirada dos ind�genas e simpatizantes do antigo pr�dio do Museu do �ndio, o panorama � tranquilo nos arredores do local, na tarde desta sexta-feira.

Policiais militares do 4� Batalh�o (S�o Crist�v�o) e homens do Batalh�o de Choque vigiam e cercam o local, enquanto alguns �ndios retiram pertences, que ser�o levados, especialmente, para uma �rea em Jacarepagu�, onde foi feita a promessa de que se instalem. Engenheiros da Empresa de Obras P�blicas (Emop) j� vistoriavam o pr�dio, para preparar o local para uma reforma.


Inconformado com a sa�da for�ada do terreno, o �ndio de origem Arauaqui, Micael Oliveira, disse que vai continuar lutando para que o local preserve a mem�ria ind�gena, apesar dos planos de transforma��o do pr�dio em um museu ol�mpico. Segundo ele, alguns �ndios pretendem ficar nos arredores do terreno, al�m de fazer uma s�rie de protestos contra a decis�o do governo estadual. O primeiro deles ocorre j� nesta tarde, em frente � Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Um grupo de cerca de 50 manifestantes chegou a interditar o tr�nsito na rua Primeiro de Mar�o, que j� foi liberada novamente ao tr�fego.

�Vamos continuar lutando. Estamos dentro dos nossos direitos. Esse pr�dio � um territ�rio ancestral. Sabemos da import�ncia hist�rica desse pr�dio. N�o somos invasores, somos defensores da nossa cultura�, afirmou o �ndio, que estuda Hist�ria na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Oliveira disse considerar que os �ndios foram enganados por representantes do governo. Segundo ele, nada do que foi prometido aos ind�genas foi assinado, al�m de a promessa de que n�o seria uma desocupa��o violenta foi descumprida.

�Bateram nos nossos parentes. Soltaram g�s lacrimog�nio na cara de crian�a de colo. Foi um absurdo. Somos pac�ficos, lutamos por nossos direitos, pelo bem da humanidade e pela natureza�, observou.

Ele reclamou tamb�m que os policiais pegaram os arcos e as flechas dos ind�genas, sob o pretexto de que eram armas brancas, e seriam encaminhadas � delegacia. �O que � isso? Nada mais � do que artesanato, somos pessoas de paz�, argumentou.

O �ndio classificou que o epis�dio � uma vergonha para seus ancestrais, e culpou o governador Sergio Cabral (PMDB) pelo desfecho violento da hist�ria. Segundo ele, a trucul�ncia policial � um reflexo dos atos do chefe do Executivo fluminense.

�Desejo tudo de bom ao governador Cabral. A conta dele ser� paga depois. A d�vida dele com o Grande Esp�rito � alta�, comentou.

 

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