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OMS lança
campanha para produzir remédios sob medida para
crianças
da Efe, em Genebra
Garantir às crianças um maior acesso a remédios
adaptados a suas necessidades é o objetivo de um
novo programa de pesquisa e desenvolvimento
lançado na quinta-feira (6) pela OMS
(Organização Mundial de Saúde) para reduzir a
mortalidade infantil.
Aproximadamente 10 milhões de crianças morrem
antes de completar 5 anos, entre as quais 6
milhões devido a infecções que poderiam ser
tratadas se houvesse remédios eficazes para
elas, de fácil acesso e a um preço acessível.
"A falta de remédios adaptados às crianças afeta
tanto os países ricos como os pobres", afirmou a
diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
Segundo a OMS, mais da metade das crianças que
vivem em sociedades industrializadas tomam
remédios de adultos por não existir medicamentos
adequados para elas.
Nos países em desenvolvimento, o problema é
agravado pelo difícil acesso aos remédios em
geral.
Necessidade
O programa lançado ontem pela OMS, Make
Medicines Child Size (Faça Remédios Sob Medida
para as Crianças, em tradução livre), foca a
necessidade de desenvolver melhor os
medicamentos pediátricos, inclusive
antibióticos, antiasmáticos e analgésicos.
No mesmo evento, a OMS publicou uma lista de 206
remédios essenciais para as crianças que servirá
como orientação aos países, principalmente no
combate à Aids, à malária, à tuberculose, à
pneumonia e à diarréia, doenças responsáveis por
50% das mortes de crianças com menos de 5 anos.
Específicos
As crianças não metabolizam os componentes dos
remédios como os adultos e, por isso, requerem
fórmulas médicas diferentes.
Ainda há diferenças entre as próprias crianças,
dependendo da idade, do peso e da condição geral
de saúde.
Outra característica dos remédios pediátricos é
que eles devem ter um sabor agradável, já que as
crianças pequenas têm problemas para engolir
comprimidos grandes, mas aceitam tomar soluções
orais e xaropes.
Um dos problemas enfrentados pelos pesquisadores
são os efeitos colaterais que podem ser causados
nas crianças devido à pouca quantidade dos
testes realizados com essa faixa etária.
Se a ética exige o consentimento da pessoa para
o teste, é difícil obtê-lo de uma criança.
Essa ausência de testes clínicos leva a lacunas
sobre a qualidade e a inocuidade dos
medicamentos pediátricos, o que desanima os
laboratórios a pesquisar e produzir remédios
para as crianças.
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