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EUA aprovam testes com células-tronco embrionárias
da France Presse, em Washington
Os Estados Unidos autorizaram os primeiros testes clínicos,
em pacientes portadores de paralisia, de uma terapia que
utiliza células-tronco embrionárias humanas, confirmou nesta
sexta-feira a FDA (Food and Drug Administration), a agência
reguladora de fabricação e comercialização de medicamentos e
alimentos no país.
Os cientistas encarregados dos testes vão aplicar as
células-tronco para tratar voluntários que sofreram danos
graves na medula espinhal. Esse tipo de teste será realizado
em um pequeno número de pacientes para avaliar a tolerância
humana a uma terapia inovadora e consiste em injetar
células-tronco em pacientes com paralisia.
Durante o estudo, os cientistas desenvolveram, a partir das
células-tronco, as células chamadas de oligodentrócitas,
precursoras de células nervosas.
O principal objetivo das pesquisas com células-tronco é
usá-las para recuperar tecidos danificados por doenças e
traumas. São encontradas em células embrionárias e em vários
locais do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea,
no sangue, no fígado, na placenta e no líquido amniótico.
A principal dificuldade para os cientistas é conseguir que
as células-tronco embrionárias "se diferenciem" para se
transformarem nas células desejadas, sem o risco de se
transformar em células indesejáveis como tumores.
A utilização das células-tronco levanta questões éticas
--elas são tiradas do embrião no primeiro estágio de seu
desenvolvimento (blastócito), provocando sua destruição.
O anúncio da Geron vem à tona três dias após a saída da Casa
Branca de George W. Bush, que era contrário às pesquisas com
células-tronco embrionárias.
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